01/01/2013

De ti só espero que me deixes saudades

Bom Ano!


Vá, fãs do Assassin's Creed, saltem cá para fora. ;)

29/12/2012

Ainda que tu estejas aí e eu esteja aqui



Ainda que tu estejas aí
e eu esteja aqui estaremos
sempre no mesmo sítio se
Fecharmos os olhos serás sempre tu
e tu que me ensinarás a nadar
seremos sempre nós sob
o sol morno de julho e o véu ténue
do nosso silêncio será sempre o
teu e o teu e o meu sorriso a cair
e a gritar de alegria ao mergulhar
na água ao procurar um abraço que
não precisa de ser dado serão
sempre os teus e os teus e os meus
cabelos molhados na respiração
suave das parreiras sempre as tuas
e as tuas e as minhas mãos que não
precisam de se dar para se sentir
ainda que tu estejas aí e tu estejas aí e
eu esteja aqui estaremos sempre
juntos nesta tarde de sol de Julho
a nadarmos sob o planar sereno dos
pombos no tanque pouco fundo da
nossa horta sempre no tanque fresco
da horta que construíram para nós
para que na vida pudéssemos ser
mana e mana e mano sempre.

em A criança em ruínas, José Luís Peixoto

28/12/2012

O meu Facebook reza assim

Eu sei que quem me lê passa horas incontáveis a imaginar aquilo que eu escrevo no FB e já remexeu o dito à procura da página do blogue, só para poder ter uns momentos de descanso. Mas não acha, porque não existe e o meu canto lá é só para alguns (que diminuem a olhos vistos). Por isso, e como sou uma alma generosa, deixo-vos espreitar as fabulosas frases que escrevi este ano que ainda por aqui agoniza.

São elevados cadinhos da melhor literatura contemporânea (e daí...).


Só mais uma coisinha, a despeito do assumido, voltei mesmo a mudar a disposição da sala. :D

27/12/2012

Os mortos não bebem

Não é verdade. O meu morto bebe-me todos os dias. Um pouco mais de cada vez. 
Pegou em mim inteira e dispôs-me numa linha longa de pequenos copos de vidro, todos iguais, a bem do equilíbrio estético, numa transparência cintilante de matéria não terrena, em cima de um balcão de eternidade. Pouquinho em cada um, é preciso beber devagar, para não perder a clarividência. Pintou-me de vermelho rubro e amarelo ambar, aumentou-me o grau e assim me degusta entre pensamentos de compreensão holística. Até não sobrar mais nada.



* Título retirado do filme Mortinho por chegar a casa, de Carlos da Silva e George Sluizer.

26/12/2012

Pai Natal, para o ano...

EXIJO uma máquina de lavar loiça em casa dos meus pais!
As mãos estão uma desgraça, as unhas uma miséria e a minha cara era mais ou menos aquela, sempre que alguém dizia "ainda falta mais isto".


24/12/2012

Eu e o presépio cá de casa

Desejamo-vos um Feliz Natal, o que quer que isso seja, como quer que vocês o entendam, com quem vos aprouver. 
Como podem ver, o meu presépio singelo não tem burro, mas tem um galo e um porco. Só porque eu gosto de ser do contra (e era o que vinha na caixa).

Ho ho ho! Merry Christmas!!

22/12/2012

I wish I had a river I could skate away on


Tão bonito. E é quase Natal. (:

21/12/2012

Deixem-me contar-vos uma coisa que vocês não sabem

Apesar de toda as emoções espiraladas que ando a sentir, estou há um valente par de horas muito bem disposta, o que é bom, porque desperta em mim o lado fofinho e confidente que poucos veem. 

Ao longo destes anos, aqui no blogue, já vos contei muita coisa, a maior parte ninguém percebeu (era mesma essa a intenção), outra grande parte foi facilmente percebida, e hoje apetece-me falar-vos das minhas crianças.

Durante nove anos, fui uma espécie de catequista (digo-vos isto assim, para que entendam, uma vez que não sou católica) e guardo desses tempos uma saudade imensa. Passaram pelas minhas mãos e colo e abraços uma série de miúdos que hoje me enchem de orgulho quando os vejo grandes, a fazer coisas, a namoriscar uns com os outros até.

O melhor desses tempos não era o que eu lhes ensinava, mas aquilo que eu aprendia quando eram eles a explicar os grandes mistérios da vida. Bastava um bocado de tecido e umas cartolinas, uns colares e muita imaginação para se ser tudo. Claro que os teatros nunca eram como se ensaiava, eram melhores, porque eram eles na sua inocência a ser simples.

Ao ver este vídeo, não pude deixar de me rir, porque nos revi em muitas coisas.
Independentemente da vossa cor religiosa, digam lá se os miúdos não têm estilo a contar e a dar vida ao que sabem? :)))

The Christmas story

www.stpauls.org.nz

Correspondência Íntima - IX

O passado é nosso. E voltamos lá sempre. Quer queiramos, quer não. Há ali um magnetismo. Sim, faz-te doer. Faz-nos doer a todos. Mas voltar a ele nem sempre é mau. Tenta pensar no lado positivo de cada um dos passados que te atormenta.

A minha relação com o passado está-me a escapar por entre dos dedos. Sinto que, se por um lado nada me liga ao passado ou o passado é-me tão estranho que nem o reconheço (há alturas em que mal o lembro), por outro ele pesa-me horrores e sinto que, mais do que nunca, estou presa neste momento assustador. É mais uma coisa que não sei. Mais uma dúvida, mais um assunto à reflexão.


20/12/2012

O meu cadinho de gente

faz 6 anos hoje!
E já anda na escola, e já revira os olhos, e já quase percebe a ironia, e já não gosta que a tia o aperte e o beijoque todo.

Quanto a isso, não tem sorte nenhuma!! :D



19/12/2012

Correspondência Íntima - VIII

Eu já nem sei o que sou. Sei que estou cansada, que há dias em que me apetecia fechar os olhos e não os voltar a abrir. Pelo menos uma vez na vida as coisas podiam correr bem, sei lá eu. Às tantas estou a ser egoísta, porque haverá gente em situação bem pior, porque as coisas estão como estão e só um grande milagre as fará mudar, porque eu deveria saber melhor. Não sei... Acho que o ano de 2012 vai ficar marcado pelo não sei, desde janeiro que é tudo o que digo. Eu realmente não sei nada.