29/02/2012

Bem-vindo a casa

strenth_by_saveourtrees


Tento ter a força para levar o que é meu
Sei que às vezes vai também um pouco de nós
Devo concordar que às vezes falta-nos a razão
Mas nego que há razões para nos sentirmos tão sós
Vem fazer de conta eu acredito em ti
Estar contigo é estar com o que julgas melhor
Nunca vamos ter o amor a rir para nós
Como queremos nós ter um sorriso maior
[Manel Cruz em "Casa (vem fazer de conta)" - Da Weasel] 

27/02/2012

Deixa-me em paz

Porque a mente devia estar equipada com um botão on-off.


Fica em paz_Daniel Pedrogam@olhares.sapo.pt




24/02/2012

Return to innocence

Ou a vontade de ser outro.

@

22/02/2012

21/02/2012

Os ponteiros não param de rodar

Happy_18th_Birthday_by_emilu


É, acho que posso dizer que faço 18, mais uns quantos...

18/02/2012

Este blogue faz 4 anos

fourtitude_by_davespertine


Quatro violentos anos, expressos em violenta escrita que me deixou violentada.

14/02/2012

Não sei qual escolha

para passar a noite comigo.
Se o William, se o Johnnie.
Dúvidas!




Há sempre a possibilidade de escolher o James...


[desconfio que qualquer que seja a escolha, o dia seguinte vai ser muito estranho]

13/02/2012

Tudo está perfeito

perfeito 

adj.
1. Acabado, rematado, completo.





Les tulipes de mon jardin (the perfect you) - The Gift

A perfect girl, a perfect child
A perfect life, a perfect light 
A perfect man, a perfect heart
The perfect skin, the perfect house

A perfect mom, a perfect dad
A perfect faith, a perfect land 
A perfect team, a perfect show
A perfect song, a perfect poem

A perfect suit, a perfect tie
A perfect colour, a perfect mind
A perfect job, a perfect style
A perfect car, the perfect bank account

A perfect future, a perfect past
A perfect gift, never the last
A perfect note, a perfect voice
A perfect sound, a perfect vision

A perfect body, a perfect soul
A perfect plan, a perfect goal
The perfect rage, a perfect age
A perfect night, a perfect symphony
A perfect you, a perfect me
A perfect photo, a perfect tree
A perfect word, a perfect world
A perfect wedding
A perfect drug 

A perfect value, a perfect friend
A perfect school, a perfect film
A perfect kiss, a perfect scream
A perfect dream, a perfect nightmare

A perfect death, a perfect loss
A perfect fear, the biggest cause
A perfect ghost, the solitude
A perfect start, the perfect end
How lucky you are 
Now you can live

11/02/2012

Voar

Há dias em que sinto uma urgente necessidade de voar.
Abrir a janela e não tocar no chão.
Sentir o vento enredar-se nos cabelos, nos braços, na roupa.
O vento que me entra nos olhos, no nariz, na boca.
A profundidade do chão longe.
Ser leve e deixar-me ir.
Ir rumo ao infinito e ser nada.

Voar.

Fly_Away__by_carmenisabella

10/02/2012

Um desgastante estado emocional


solidão* 
(latim solitudo, -inis)
s. f.
1. Estado do que está só.


Não preciso de grandes sondagens, nem aturados inquéritos para saber que todos, sem excessão, já experimentaram o que é estar só ou sozinho.

Só ou sozinho. Não posso deixar de pensar nestas duas palavras que parecem o mesmo, são sinónimos, mas como as subtilezas da língua têm destas coisas, parecendo não o são. E é aqui que reside, para mim, o fundamento da verdadeira solidão.

só* 
adj. 2 g.
1. Sozinho.
2. Que não tem família.
3. Único.
adv.
5. Somente, unicamente, apenas.

sozinho** 
(só + -zinho)
adj.
1. Absolutamente só.
2. Sem par ou outro do mesmo género. = ÚNICO
3. Sem apoio ou companhia. = ABANDONADO
4. Que passa muito tempo sem companhia (ex.: é uma pessoa muito sozinha).


Sem pretenções de discursos de linguística, no meu idioleto, sozinho caracteriza um estado físico, uma situação facilmente observável. reporta-me a estados da alma, ao que nem sempre deixamos que os outros percebam em nós.

Eu posso estar sozinha, viver sozinha, ser apenas eu e não estar só, não experimentar uma solidão permanente ou com uma longa duração no tempo.

Da mesma forma, posso não estar sozinha, viver em família, ser eu e todo o meu sistema de apoio e ainda assim sentir-me só.

Durante muitos anos, senti-me sozinha, numa aparente solidão acompanhada pelo que queria, pelo que não tive, pelo que perdi. Uma aparente solidão na forma de um quarto vazio, povoada de fantasmas e fragmentos de memória em circuito ininterrupto, numa mescla de sons-imagens-cheiros-gestos-palavras e tudo o que consciente ou inconscientemente guardei nos meandros da mente.

Pela primeira vez, em muito, muito tempo, estou só na minha solidão. Só eu, num quarto vazio e escuro.

Pela primeira vez, em muito, muito tempo, estou em paz.


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@

09/02/2012

Somos o que somos



E fica implícito que por isso mesmo podemos ser umas excelentes pessoas ou uns grandessíssimos trampalhos.

Confesso que estou há uns bons dez minutos a olhar para a última palavra do parágrafo acima sem saber muito bem se a deixo ficar ou se a substituo por outra que seja mais elegante à vista, menos ofensiva à leitura, mais educada ao gosto. Decido que não, é aquela mesma.

Voltando à ideia, antes que me disperse a olhar as atualizações do Facebook. Somos, pelos vistos, o que somos e com este enunciado tão cheio e vazio de signifcado justificamos as nossas atitudes-palavras-decisões como se de uma inevitabilidade se tratasse.

Não é sem espanto que observo que o referido argumento auxilia o nobre povo, não quando em causa estão excelentes pessoas, mas quando estão em causa gradessíssimos ____________________ (preencha, sff, o espaço com a palavra que mais lhe aprover, para eu não ter de escrever duas vezes trampalhos em tão poucas linhas de texto).


Ou seja, não fugimos ao fado, porque somos o que somos.
Não mudamos um milímetro, porque somos o que somos.
Não choramos de raiva, de frustração, porque somos o que somos, uns fortes e os homens não choram.
Não amamos com os olhos fechados e o coração aberto, porque somos o que somos, amamos de coração fechado e olhos abertos, não vá aparecer alguém mais interessante para amar.
Não planeamos a longo prazo, porque somos o que somos e nada é eterno.
Não lutamos pelo que queremos, porque somos o que somos e, se o que queremos fosse realmente para nós, nem seria preciso lutar.

E neste processozinho medíocre de vivermos segundo as disposições da nossa naturezazinha humana, previsível e tão bem justificada por qualquer coisa que nem sabemos muito bem explicar, mas que nos é tão natural que nos socorremos dela cada vez que nos põem em causa, deixamos à nossa volta um rasto de destruição que preferimos ignorar.

Os estropiados emocionais que agonizam às nossas mãos, não se veem, não se sentem, não nos existem, porque os cobrimos de poesia, tornamo-los personagens pitorescas dos romances menores que escrevemos nos dias que nos correm.

E se algum se queixa, se algum se indigna, se algum nos quer fugir da folha e nos pergunta "quem és tu, ignóbil autor?", nós somos o que somos.

07/02/2012

A morte beija sempre quem menos esperamos.

01/02/2012

Lordy don't leave me all by myself

In this world - Moby



So many time's I'm down, down, down
So many time's I'm down, down, down with the ground