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30/10/2016

Agora que a sexta-feira passou

O dia começou bem cedo, antes da hora apontada para o encontro. 9h30, sem surpresas, atrasou uns minutos. É assim que começam dias especiais que contam -- com a perspectiva de aventuras insuspeitas. De que falam as pessoas que se conhecem há anos? Da vida toda, todas as horas do dia, até à madrugada. 

A cidade ruge e agita-se a cada passo, numa emotiva confusão de sons, cheiros e cores, que há muito era esperada -- Lisboa será sempre a casa a que se regressa com todo o prazer. Muitas horas mais tarde e alguns sacos de compras depois, novo encontro a horas mais ou menos marcadas, sem atrasos. De que falam as pessoas que acabam de se conhecer? Da vida quase toda, todas as horas da tarde, até à despedida. 

À hora quase marcada, com caras que ficaram conhecidas, falou-se do medo, da morte, da alegria, da vida. Falou-se de tudo, até do que ficou subentendido. Falou-se de quase nada. No fim, uma gratidão imensa e um carinho enorme por todas as queridas pessoas que escolheram estar comigo -- foram o melhor de tudo.

A despedida da cidade acompanhou a subida do nevoeiro. Uma inclinação do dia que arrefeceu o ar. Deixo o bulício para trás. Trago a mochila pesada e o coração cheio. Há dias assim. 



26/10/2016

Esta sexta-feira

Parece que o dia 28 é já esta sexta-feira, o que quer dizer que eu tenho de sair do vale onde me desterrei, preparar um saco com algumas coisas e viajar até à capital, para falar do único texto sobre o qual não tenho vontade de dizer coisa alguma.

É assim que a vida ensina os tontos a pensarem duas vezes antes de fazerem coisas para as quais não estão preparados.

Por isso, caríssimos, sexta-feira, pelas 19h30, numa rua de Benfica que só sei ser perto do cemitério (Rua Cláudio Nunes, 87 A), lá estarei, contente e passeada, para conhecer os doidos que me compraram o livro (e os que o quiserem comprar, e os que só lá vão porque não conseguiram bilhetes para ir ver a bola).




21/09/2016

Convite

É oficial, a primeira apresentação do livro está marcada para dia 28 de Outubro, em Lisboa (Benfica). Esta é a parte fácil, marcar um dia, o pior será pensar no que dizer. Se os meus querídissimos leitores mais experientes no assunto me quiserem dar umas dicas, aceito-as com toda a alegria. E, claro, estão todos convidados a aparecer, mais não seja para ficar a conhecer muitos de vocês.




16/09/2016

O que chega pelo correio

Chegaram hoje, à hora do almoço, pelo correio tradicional. Vinham todos juntos dentro do mesmo envelope. Ao contrário de todos os livros que compro, não os abri, não os cheirei, não os folheei. Continuam como um conjunto de livros que estranhamente têm o meu nome na capa e, a partir daqui, tudo parece deslocado.




Instantes depois, chegou pelo correio electrónico, a Menina - da Cristina Branco. Tivessem estes livros outro nome na capa e seriam a companhia perfeita um do outro.

01/08/2016

107 %

Foram 33 dias de intensa divulgação e espera. Foram 33 dias de surpresa e nervoso miudinho. Foi um total de 748 € (107%) angariados para a publicação do meu  livro. Se há três anos me dissessem que passaria por tudo isto, iria rir a bom rir. Hoje, só posso mesmo agradecer a todos que ajudaram a tornar isto possível.


30/07/2016

Habemus librum!!!!!


E pronto, já está alcançado o objectivo dos 700 €! Graças a vocês todos, minhas queridas-pessoas-generosas-sem-amor-ao-vosso-dinheiro-mas-com-um-coração-muito-grande! E aos anónimos também (um é meu pai, outro, minha mãe... e os outros desconheço).





P. S.: Pelo sim, pelo não, mais vale avisar já que não se aceitam devoluções. ;)

19/07/2016

Campanha «Falta pouco para os 700» - parte III

A manhã acordou fria, como acordam as manhãs de Inverno, como acordam as manhãs destinadas a acontecimentos tristes. Ela acordou muito antes da hora, numa consciência enevoada do que a esperava. Sentou-se na cama, puxando os lençóis até ao queixo, não querendo sair daquele ninho de relativo conforto. Encostou a testa aos joelhos recolhidos, a mão direita procurou o vazio dos lençóis frios no lugar onde ele devia estar. Não podia chorar. Num ímpeto, tirou a roupa de cima e saiu da cama. Foi com raiva que se despiu, foi com raiva que sentiu a água quente a correr-lhe na pele, foi com raiva que se enxugou, quase se ferindo. A raiva que a consumia de improviso quando não lhe restava mais nada. Não choraria.





Porque faltam 14 dias, 33% do objectivo (embora eu saiba que falta menos, porque já me chegaram promessas de contribuições) e o nervoso miudinho encontrou casa dentro do meu estômago, um vislumbre das coisas bonitas que podem ler dentro das não-sei-quantas páginas que o livro tem.

E porque nunca é demais relembrar, um agradecimento sentido, profundo, sincero, emocionado a todos os que têm partilhado e contribuído para este livro. OBRIGADA!

12/07/2016

Campanha «Falta pouco para os 700» - parte II

Faltam 21 dias e 300 €. O que me leva a pensar «lindas ideias maravilhosas tu tens, rapariga!». Só quem gosta de complicar o que é simples é que tenta publicar um livro assim.

Mas toda esta campanha tem tido um impacto na minha vida muito para além do que imaginava, pelas pessoas fantásticas e generosas que ajudaram de muitas formas e divulgaram este projecto -- como a Isabel, a Luísa, o Impontual, o C. N. Gil, o Luís, o josé luís, o Fernando, a A. C., a Elvira, a redonda, a noname, a Castiel, a BeijoMolhado, a Ava Pain  (espero não me ter esquecido de ninguém e, se esqueci, digam-me que corrijo a falta :).

Comoveu-me profundamente o esforço de todos. Não me conhecem, não tinham obrigação alguma, mas fizeram-no e este gesto vai acompanhar-me a vida inteira.

Depois há o outro lado, o da pontinha da desilusão deixada pelos da casa. E digo da casa, no sentido de espaço real, não virtual. Ninguém é profeta na sua própria terra, ainda assim... 

Não sei se já disse, mas um grande, enorme!, obrigada a todos os que ajudaram! :)



29/06/2016

Campanha «Falta pouco para os 700» - parte I

Feitas as contas ao primeiro dia de campanha para angariar 700 € que financiem a publicação do meu livro, já cheguei a várias conclusões:

  1. detesto vender coisas;
  2. não tenho jeito para vender o que é meu;
  3. a minha mãe é totó porque se enganou a participar, contribuiu em anónimo e agora nem livro, nem autógrafo, e vai ter de abrir os cordões à bolsa outra vez;
  4. os meus irmãos estão, como sempre, a ver se se escapam de ajudar os meus projectos;
  5. o meu pai fez um ar preocupado quando lhe disse 700 €;
  6. estou quase a prometer fotos indecentes a troco de dinheiro (o que pode ser muito mal interpretado);
  7. quem já ajudou só pode ser tolinho e não tem amor ao próprio dinheiro! (obrigada!!!)


Deixo-vos o vídeo promocional, só para terem a noção da piroseira que é aquele escrito. Depois prometo que deixo de falar do assunto por uns dias.



Entretanto, já só faltam 600 e troca o passo. Coisa pouca, portanto.

28/06/2016

Uma emoção sem limites

Já aqui tinha deixado duas coisas que me aconteceram e que não contava com elas: escrever um conto para a Preguiça Magazine e ter um programa singelo na Foz do Mondego Rádio. Faltava uma, para acabar a trilogia de atropelos inesperados à paz dos meus dias: o meu livro.

Meus queridos leitores, comentadores, anónimos e todos os que por aqui passam, é com muita emoção e uma pontinha de orgulho e muitos pozinhos de medo que vos apresento aquele que foi um dos projectos mais difíceis que levei a cabo e quase acabou de vez que a minha sanidade mental...




~


O livro está na plataforma de crowdfunding, é certo, e se quiserem ajudar a que ele veja a luz, é convosco. Eu só queria mesmo contar-vos a novidade.


Agora vou ali contar a novidade à família, já volto. :))