água
13/01/2016
12/01/2016
Ao fim de quatro meses
tudo o que tenho a dizer é «caramba, tenho saudades do meu cabelo comprido!».
Come heal in my arms
Já me tinham passado pelas mãos nas páginas de um suplemento cultural de uma revista ou jornal, não sei precisar. Intrigaram-me os olhos de ambas - incisivos, doces. Como acontece com o que deixamos para depois, esqueci-me de procurar saber mais sobre as gémeas que cantam e dançam para espantar a morte. Ontem, num acaso que não sei recuperar, aconteceu-me descobrir finalmente a música de Ibeyi - e tão boa que ela é.
Ibeyi - Stranger/Lover
11/01/2016
Amamos mais os nossos mortos
que os nossos vivos. Não lhes negamos habitação na memória, nem tempo consumido no pensamento. Não lhes negamos a presença nas conversas com os outros, nem a satisfação dos desejos póstumos que em vivos nos foram tão caprichosos. Temos sempre tempo para os chorar, quando em vida raramente tivemos tempo para lhes sorrir.
Odeio homenagens póstumas!
09/01/2016
07/01/2016
06/01/2016
O divórcio da concentração
Bateu o pé indignada. Referiu aos gritos e dedo em riste que isto já dura há demasiado tempo e que é tempo de me decidir: Ou ela...
Foi-se embora, bateu a porta com fúria e é bem provável que não volte tão depressa.
Foi-se embora, bateu a porta com fúria e é bem provável que não volte tão depressa.
05/01/2016
Preciso de um incentivo para voltar ao ginásio
Às vezes, as mulheres conseguem embaraçar-me tanto...
04/01/2016
E quando as perdemos estão sempre / Ao nosso lado
Há pessoas que nos morrem mais depressa
do que outras.
Há pessoas que nos morrem e lentamente nos
levam aos pedaços para parte incerta.
Há pessoas que nos põem um fruto negro
no lugar do coração.
O pão
Há pessoas que amam
Com os dedos todos sobre a mesa.
Aquecem o pão com o suor do rosto
E quando as perdemos estão sempre
Ao nosso lado.
Por enquanto não nos tocam:
A lua encontra o pão caiado que comemos
Enquanto o riso das promessas destila
Na solidão da erva.
Estas pessoas são o chão
Onde erguemos o sol que nos falhou os dedos
E pôs um fruto negro no lugar do coração.
Estas pessoas são o chão
Que não precisa de voar.
(04-01-2015)
do que outras.
Há pessoas que nos morrem e lentamente nos
levam aos pedaços para parte incerta.
Há pessoas que nos põem um fruto negro
no lugar do coração.
O pão
Rui Costa
Há pessoas que amamCom os dedos todos sobre a mesa.
Aquecem o pão com o suor do rosto
E quando as perdemos estão sempre
Ao nosso lado.
Por enquanto não nos tocam:
A lua encontra o pão caiado que comemos
Enquanto o riso das promessas destila
Na solidão da erva.
Estas pessoas são o chão
Onde erguemos o sol que nos falhou os dedos
E pôs um fruto negro no lugar do coração.
Estas pessoas são o chão
Que não precisa de voar.
(04-01-2015)
01/01/2016
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