Primeiro, olhou; depois, desdenhou e compôs-se. Por fim, aborrecida, deitou-se.
13/08/2013
12/08/2013
Se me virem por Lisboa
digam: BUHH!
O mais certo é eu mandar um grito, mas serve perfeitamente como desbloqueador de conversa.
Deixa cá pegar no mapa e ver por onde é que me vou perder hoje.
O mais certo é eu mandar um grito, mas serve perfeitamente como desbloqueador de conversa.
Deixa cá pegar no mapa e ver por onde é que me vou perder hoje.
11/08/2013
10/08/2013
A minha vida dava uma banda sonora #10
A concretização de grandes arroubos costuma cingir-se ao
ficcional e artístico. A realidade tende a ser mais pragmática e menos
romântica.
Vambora – Adriana Calcanhoto
Entre por essa porta agora e diga que me adora
Você tem meia hora pra mudar a minha vida
06/08/2013
O trabalho aquece
Há a ideia generalizada que quem está desempregado não faz nada. Nadica de nada, um dolce far niente constante, sem horários, sem preocupações, relaxe total. Pois bem, desde que fiquei oficialmente em condição desempregada, outra vez, que a minha vida é um corropio tal que ando presa por arames.
Só de pensar que a qualquer me momento me batem à porta dois monstrinhos aos gritos de contentes, vulgo sobrinhos, até se me arrepia a pele. Não me entendam mal, adoro os meus garotos, mas o meu desejo de uma tarde tranquila é tal que era capaz de trocar metade dos meus livros para a ter.
Infelizmente, este trabalho todo não tem direito a remuneração, mas alguém tem de o fazer.
Desculpem-me muito, muito, porque nem vos visito, nem comento, mas nem ao meu venho. À noite, tudo o que apetece é dormir e não pensar.
Juntem a isto os nervos de mandar currículos, não ter resposta, viver todos os dias na corda bamba, estar já a duvidar de todas as capacidades e habilidades, e lá se vai a ideia de que estar desempregado é um mar de rosas. E sem subsídios, que os trabalhadores independentes que passam recibos verdes não têm direito a estas regalias, só a pagar bem à SS.
Maneiras que preciso de férias. Ou mais uma chávena de café. Talvez de ir à praia, que ainda lá não fui este ano. Ou então de trabalho pago, estável - lol -, e coiso.
02/08/2013
o mundo é composto de mudança
era hábito encontrarem-se no mesmo café, a horas tardias de domingo, e conversar. nas noites frias ou respingadas da chuva, sentavam-se em frente à lareira do espaço, um café quente nas mãos frias, o consolo do fogo inopinadamente acesso no meio da cidade. nas noites quentes e abafadas, escolhiam uma mesa na esplanada, num canto discreto que lhes permitisse discorrer sobre o bulício da noite. foi assim por muitos domingos: juntaram-se semanas, seguiram-se meses, muitos, tantos que era sempre com surpresa que os contavam pelos dedos, como se fosse não fosse possível ter passado tanto tempo, quando para eles sabia sempre a primeira vez.
o café ainda lá está. as noites de domingo continuam a suceder-se, umas vezes com frio e chuva, outras vezes quentes e abafadas. eles deixaram de se encontrar, dizem pelas esquinas que se mudaram.
01/08/2013
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