06/08/2013

O trabalho aquece

Há a ideia generalizada que quem está desempregado não faz nada. Nadica de nada, um dolce far niente constante, sem horários, sem preocupações, relaxe total. Pois bem, desde que fiquei oficialmente em condição desempregada, outra vez, que a minha vida é um corropio tal que ando presa por arames. 

Só de pensar que a qualquer me momento me batem à porta dois monstrinhos aos gritos de contentes, vulgo sobrinhos, até se me arrepia a pele. Não me entendam mal, adoro os meus garotos, mas o meu desejo de uma tarde tranquila é tal que era capaz de trocar metade dos meus livros para a ter.

Infelizmente, este trabalho todo não tem direito a remuneração, mas alguém tem de o fazer.

Desculpem-me muito, muito, porque nem vos visito, nem comento, mas nem ao meu venho. À noite, tudo o que apetece é dormir e não pensar.

Juntem a isto os nervos de mandar currículos, não ter resposta, viver todos os dias na corda bamba, estar já a duvidar de todas as capacidades e habilidades, e lá se vai a ideia de que estar desempregado é um mar de rosas. E sem subsídios, que os trabalhadores independentes que passam recibos verdes não têm direito a estas regalias, só a pagar bem à SS.

Maneiras que preciso de férias. Ou mais uma chávena de café. Talvez de ir à praia, que ainda lá não fui este ano. Ou então de trabalho pago, estável - lol -, e coiso.