Phildel - Beside You
20/10/2019
17/10/2019
Música de hoje: boa ou má?
Falámos hoje de música, da qualidade do que se ouve e por que se ouve má música. Afinal, o que conta mais, a letra ou o ritmo? Não se concluiu grande coisa...
19/09/2019
A Estória do Gato e da Lua
Ficha Técnica
Realizador: Pedro Serrazina
Produção: Jorge Neves /Filmógrafo
Técnica: Animação (Desenho sobre papel)
Argumento: Pedro Serrazina
Música: Tentúgal
Origem: Portugal
Ano: 1995
Duração: 5’ 30’’
Classificação etária: maiores de 6 anos
Sinopse ‐ A Estória do Gato e da Lua joga livremente com uma série de transições, justaposições e contrastes visualmente muito fortes, entre luz, sombra, curvas e diagonais, sugerindo uma história de uma lua branca e de um gato preto que, afinal, e simbolicamente, também pode ser branco. A narrativa (voz de Joaquim de Almeida) evoca uma obsessão apaixonada de um gato que, enfeitiçado, procura incessantemente o espectro brilhante e atraente da amada lua. Um flashback desvenda‐nos episódios do passado e retoma o início da paixão. Quedando‐se estarrecido perante a lua, o gato salta de telhado em telhado, viaja à volta do mundo num pequeno barco, e perde‐se na escuridão da noite, (a música de Tentúgal reforça intensamente a proposta visual e narrativa). No desfecho, depois de uma belíssima sucessão de formas a preto e branco que reproduzem as desilusões e desesperos da vida, todas as obsessões se consubstanciam na espera, materializando‐se finalmente numa espantosa metamorfose gráfica.
06/09/2019
24/07/2019
Mãaee!
Descobriu o poder da palavra «Mãe» e de como ela lhe abre portas para a novidade. Descobriu também a entoação certa para captar a atenção e ter as respostas que precisa.
«Mãaee, fkfgsldjÇ?»
«Sim, é uma maçã.»
«Mãaee, lhksjsal?»
«Sim, é uma uva.»
«Mãaee, kfkgjjasj?»
«Sim, é uma pera.»
E daqui vai toda uma conversação, por horas e horas.
«Mãaee, fkfgsldjÇ?»
«Sim, é uma maçã.»
«Mãaee, lhksjsal?»
«Sim, é uma uva.»
«Mãaee, kfkgjjasj?»
«Sim, é uma pera.»
E daqui vai toda uma conversação, por horas e horas.
19/07/2019
Dos papões
Atrás da porta, erecto e rígido, presente,
Ele espera-me. E por isso me atrapalho,
E vou pisar, exactamente,
A sombra de Ele no soalho!
-"Senhor Papão!"
(Gaguejo eu)
"Deixe-me ir dar a minha lição!
"Sou professor no liceu..."
Mas o seu hálito
Marcou-me, frio como o tacto duma espada.
E eu saio pálido,
Com a garganta fechada.
Perguntam-me, lá fora: "Estás doente?"
- "Não!", (grito-lhes)... "porquê?!" E falo e rio, divertindo-me.
Ora o pior é que há palavras em que paro, de repente,
E que me doem, doem, doem..., prolongando-se e ferindo-me...
Então, no ar,
Levitando-se, enorme, e subvertendo tudo,
Ele faz frio e luz como um luar...
E ouço-lhes o riso mudo.
- "Senhor Papão!"
(Gaguejo eu) "por quem é,
"Deixe-me estar aqui, nesta reunião,
"Sentadinho, a tomar o meu café...!"
Mas os mínimos gestos e palavras do meu dia
Ficaram cheios de sentido.
Ter de mais que dizer..., ah, que maçada e que agonia!
Bem natural que eu seja repelido.
Fujo. E na minha mansarda,
Volvo-lhe: - "Senhor Papão!
"Se é o meu Anjo-da-Guarda,
"Guarde-me!, mas de si! da vida não."
O seu olhar, então, fuzila como um facho.
Suas asas sem fim vibram no ar como um açoite...
E até no leito em que me deito o acho,
E nós lutamos toda a noite.
Até que, vencido, imbele
Ante o esplendor da sua face,
De repente me prostro, e beijo o chão diante de Ele,
Reconhecendo o seu disfarce.
E rezo-lhe: - "Meu Deus! perdão...: Senhor Papão!
"Eu não sou digno desta guerra!
"Poupe-me à sua Revelação!
"Deixe-me ser cá da terra!"
Quando uma súbita viragem
Me faz ver (truque velho!...)
Que estou em frente do espelho,
Diante da minha imagem.
José Régio
Ele espera-me. E por isso me atrapalho,
E vou pisar, exactamente,
A sombra de Ele no soalho!
-"Senhor Papão!"
(Gaguejo eu)
"Deixe-me ir dar a minha lição!
"Sou professor no liceu..."
Mas o seu hálito
Marcou-me, frio como o tacto duma espada.
E eu saio pálido,
Com a garganta fechada.
Perguntam-me, lá fora: "Estás doente?"
- "Não!", (grito-lhes)... "porquê?!" E falo e rio, divertindo-me.
Ora o pior é que há palavras em que paro, de repente,
E que me doem, doem, doem..., prolongando-se e ferindo-me...
Então, no ar,
Levitando-se, enorme, e subvertendo tudo,
Ele faz frio e luz como um luar...
E ouço-lhes o riso mudo.
- "Senhor Papão!"
(Gaguejo eu) "por quem é,
"Deixe-me estar aqui, nesta reunião,
"Sentadinho, a tomar o meu café...!"
Mas os mínimos gestos e palavras do meu dia
Ficaram cheios de sentido.
Ter de mais que dizer..., ah, que maçada e que agonia!
Bem natural que eu seja repelido.
Fujo. E na minha mansarda,
Volvo-lhe: - "Senhor Papão!
"Se é o meu Anjo-da-Guarda,
"Guarde-me!, mas de si! da vida não."
O seu olhar, então, fuzila como um facho.
Suas asas sem fim vibram no ar como um açoite...
E até no leito em que me deito o acho,
E nós lutamos toda a noite.
Até que, vencido, imbele
Ante o esplendor da sua face,
De repente me prostro, e beijo o chão diante de Ele,
Reconhecendo o seu disfarce.
E rezo-lhe: - "Meu Deus! perdão...: Senhor Papão!
"Eu não sou digno desta guerra!
"Poupe-me à sua Revelação!
"Deixe-me ser cá da terra!"
Quando uma súbita viragem
Me faz ver (truque velho!...)
Que estou em frente do espelho,
Diante da minha imagem.
José Régio
17/07/2019
Politicamente correto
Há-de arrasar com tudo. De mãos dadas com o ímpeto da reescrita da História e de todas as histórias, não há-de deixar pedra sobre pedra.
16/07/2019
Marco Polo, sê gentil
e leva-me para uma cidade invisível.
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| Zobaida, cidades invisíveis Aquarela em papel 21x29.7 cm |
15/07/2019
11/07/2019
01/07/2019
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