14/10/2014

I wasn't listening

I forget where we were - Ben Howard

Oh, hey,
I wasn't listening
I was watching Syria blinded by the sunshine strip
You, you were in the kitchen
Oh, your mariner’s mouth the wounded with the wounder's whip

And that's how summer passed oh,
The great divide and range of green green grass
Oh, maybe it was peace at last, who knew

Hello love, my invincible friend
Hello love, the thistle and the burr
Hello love, for you I have so many words
But I, I forget where we were

Oh, hey,
I wasn't listening,
I was stung by all of us, the blind leading out the bored
And as per usual,
You were skipping and laughing eyes at the bedroom door

Don't take it so seriously, no
Only time is ours, the rest we'll just wait and see
Maybe you're right, babe, maybe

Oh, no, and that's how summer passed
Oh, your, great divide and range of green green grass
And, oh, maybe I hold on fast to you

Hello love, my invincible friend
Hello love, the thistle and the burr
Hello love, for you I have so many words
But I, I forget where we were

I, I forget where we were
I forget where we were
I forget where we were,

Oh, no, and that's how summer passed
Oh, your, great divide
And range of green green grass
Oh, maybe it was peace at last, who knew

13/10/2014

Caída aos pés

Invento razões para acalmar o meu coração. Justifico o injustificável, para abafar o bicho-monstro que me sussurra premonições ao ouvido. Adormeço, tapando-me com camadas de vontades que não chegaram a ser verdade. Acordo com a alma estilhaçada, caída aos pés.

09/10/2014

Já ninguém põe??

O desgraçado do verbo pôr foi banido da gramática nacional. Agora toda a gente coloca, ninguém quer pôr, porque alguém se lembro que «quem põe são as galinhas». E como ninguém quer estar fora de moda, há que colocar até o que se põe.

Não tarda, daremos beijos apaixonados ao colocar-do-sol e as crianças aprenderão onde é que as pitinhas colocam o ovo. Quando nos quisermos ir embora, basta colocar-nos a andar ou colocar-nos nas putas -- que é para onde apetece mandar os colocadores compulsivos.

08/10/2014

Dúvidas

Não sei se pese o tempo com a medida do açúcar ou da farinha.


06/10/2014

Pronta para caminhar até ao apeadeiro mais próximo

"Elie Saab Haute Couture"
Daniela De Jesus by Benjamin Kanarek for Elle Vietnam, October 2014

05/10/2014

P.S.: Manel Cruz, acho que te amo!

Acho que sofro de paixão platónica pelo Manel Cruz. Seja na versão Ornatos, Pluto, Foge Foge Bandido, Super Nada, em parcerias, este homem canta-me a vida num despudor tal, que até me dá vergonha. Não me lembro de uma música que não goste.

Obrigada, Charmoso, pela música com que nos recebes, esta ainda não conhecia.



BARRAKO 27 - OUVI DIZER C/ MANEL CRUZ & DJ GUZE






As minhas saudades tuas - Foge Foge Bandido

04/10/2014

Isto é só um convite



Convite
Pluto


Sim, não falo só por mim, eu quero-te a provar do que é teu
Agora, sim, eu falava do que eu sinto
É por força do desejo ser eu
Por força do que é meu, és tudo o que eu vejo

Ontem, tudo o que eu queria era subir ao teu corpo
Eu passei no teu medo e esqueci o teu ego
És tudo o que eu vejo
Ontem, tudo o que eu queria era subir ao teu ego
Eu passei no teu medo e esqueci o teu corpo
És tudo o que eu vejo

De repente o assunto é assunto
E tu mergulhas bem fundo, fugindo do amor
Cá estarei no fim dessa espera até ao tempo do que era
E não volta a ser

Sim, não falo só por mim eu quero-te a provar do que é teu
Agora sim eu falava do que eu sinto
É por força do desejo ser eu
Por força do que é teu és tudo o que eu vejo

Agora desisto
sempre que eu insisto
eu esqueço que existo
Isto é só um convite



Pluto (2004). "Convite" in Bom Dia.

02/10/2014

Descobrimo-nos nos lugares mais insuspeitos

Houvesse a versão morena e era basicamente isto.

How about we change the "hot girl" image from being a starved 12 year old to what women are actually shaped like. Thats just my opinion.

Mistérios

Sempre foi para mim um mistério de difícil resolução como algumas entradas do blogue, sem particular interesse, são campeãs de visitas, partilhas e comentários, e outras, que me levaram a alma ao serem escritas, desaparecem ignoradas entre as primeiras.

01/10/2014

As estrelas que paguem a conta

Finalmente vi A culpa é das estrelas. Asseguraram-me homens feitos e rapazes pouco impressionáveis que era de chorar do princípio ao fim, mas de chorar mesmo, daquele tipo de chorar que encharca lenços, que pede ajuda à fralda da camisa, que deixa os olhos e o nariz numa lástima, que até dá dores de cabeça.

Este é um chorar que conheço bem, passámos umas temporadas juntos, dias e noites inteiras, incluindo refeições e momentos de lazer. De vez em quando, ainda volta, diz que vem matar saudades - nunca viu uns olhos castanhos ficarem tão líquidos, quase transparentes, como os meus, sempre que me visita.

Foi preparada para tudo que o vi. De peito aberto e lenço por perto. E chorei, chorei muito, nas partes erradas do filme e também nas certas. Não porque a história não me comovesse, não que as personagens não fossem tão deliciosamente normais que quase nos esquecêssemos que é um filme, mas porque perder pessoas dói. 

Perder pessoas que amamos é uma violência para a qual nunca estamos preparados. Quer elas vão de repente, quer saibamos que têm de ir; quer morram, quer apenas se mudem, dói. De zero a dez, muitas vezes são um onze - e isto foi o que realmente me fez chorar nas partes certas do filme e nas erradas também.