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06/04/2011

Trios de exceção #1

Memórias de uma gueixa
Nós não nos tornamos gueixas porque queremos, é porque não temos escolha.


O livro
Arthur Golden, Editorial Presença

O filme
Rob Marshall, 2005

A banda sonora

John Williams


Li o livro em 2003.
Foi-me emprestado com a promessa de ser devolvido durante as férias de verão, impensável seria que fosse lido em maio, com os trabalhos finais do 5º ano para serem entregues, as emoções pré-estágio a serem geridas no limite e o cansaço a cobrar a pesada fatura de muitas noites mal dormidas e quilómetros de páginas lidas. Este era o acordo.
Assim não aconteceu. Aquele enorme livro foi devorado num dia e uma noite.
Fiquei fascinada pela história, pela forma como era contada e pela visão fresca que contrariava as figuras de estilo batidas e gastas da literatura ocidental. Ali estavam os mesmo sentimentos, as mesmas situações e uma nova linguagem.

Depois veio o filme e desconfiei, como desconfio de todas as adaptações feitas, mas vi-o, porque há que conhecer para se poder opinar com propriedade.
O filme superou todas as minhas expectativas.  Depois tinha aquela banda sonora perfeita.

Este é um caso feliz de uma triologia que se completa. Não se pense que ver o filme substitui o livro, pelo contrário, só quem leu o livro entenderá todos os implícitos que o filme insinua sem revelar, pormenores que precisam das palavras escritas para ganharem significado.

Aconselho vivamente.