Desde ontem que ando a matutar nos vencedores do Prémio Nobel da Literatura. Reformulo. Desde ontem que ando a matutar em quantos vencedores do Prémio Nobel da Literatura conheço e/ou já li. Com uma ajuda da sempre amiga Wikipédia, conto 101 vencedores e pressinto já o negro do obscurantismo literário que se aproxima. Não há como fugir à negra nuvem, ter lido oito em cento e um, e ter um à espera há cerca de dez anos, atira-me para uma idade média das letras, para o nono círculo infernal dos bons leitores, para o desterro dos intelectuais. Não sei se o facto de ter tido este pensamento enquanto lia Mondiano em francês tem algum atenuante. É que é «chique a valer»!
A parca lista da vergonha
Thomas Mann (1929)
Luigi Pirandello (1934) - na língua original, sff
Eugene O'Neill (1936)
Hermann Hess - o tal que está em esperaErnest Hemingway (1954)
Gabriel García Márquez (1982)
Camilo José Cela (1989)
José Saramago (1998)
Patrick Mondiano (2014)
Depois há os que se lêem aos retalhos, espalhados por antologias e sítios de poesia, como Neruda ou T. S. Eliot, mas esses não contei.