Adormeceu debaixo de mim como que embalada pelo meu silêncio.
Espalham-se livros à minha volta e fios que ligam tudo a todo o lado, só não me ligam a mim ao lado sul do meu destino.
Por enquanto.
Adormeceu, por isso, debaixo de mim como quem não quer ver a desarrumação que vou semeando à volta do computador.
Conto pelos dedos as tarefas que me propus para hoje e sinto que deixei cair alguma.
Tem sido recorrente esta certeza de que me estou a esquecer de alguma coisa, que ainda falta fazer mais não sei o quê.
De vez em quando o vento traz-me conversas do lado sul da minha existência.
Não é de estranhar que tenha adormecido debaixo de mim, assim dobrada como quem suporta o peso da minha dispersão.
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