A conclusão é fácil de perceber: não sirvo para objecto das minhas próprias fotografias. Tenho um álbum de fotografias por tirar, arrumado na minha cabeça. Falta-me a habilidade e a paciência para decidir por onde começar e por onde ir. Não gosto das fotografias que capto, não lhes reconheço qualquer valor. Nem Barthes me salva -- a compreensão do pressuposto teórico e a percepção do valor artístico é tudo a que me atenho. Justifico claramente a acusação feita ao crítico: não sou mais do que uma mera fotógrafa frustrada. Na minha cabeça ficará arrumado um álbum de fotografias, para as quais não sirvo como objecto.
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