Sei que a minha vida não interessa a ninguém, embora eu insista em partilhá-la nos seus aspetos mais sofridos e dramáticos - assim tem sido, mea culpa -, mas como não tenho nada de muito relevante para escrever, por que não divagar sobre a vidinha?
Têm sido tempos de muita reflexão, muito arrumar, muito abrir mão de coisas e procurar outras. Decidi deixar de vez o ensino (não consigo viver mais ano nenhum nesta corda bamba) e, tudo correndo bem, vou abraçar a minha outra paixão (toda a gente a torcer para que corra mesmo). Decidi pôr a cabeça em pausa e dedicar-me só a sentir coisas boas (ah, Fernandito, eu sei que não é assim, mas sou eu que mando). Decidi remodelar de vez a cozinha e partir os azulejos: se dantes tinha uma cozinha funcional, ainda que velha e feia, agora tenho um monte de entulho, igualmente feio, apenas não funcional. Pode ser que no fim consiga uma igual a esta, mais coisa menos coisa, deve ser mesmo menos coisa. Diferente ficará.
Agora, vou ler ali umas coisas - que bem me andam a fazer as minha leituras - e continuar a fazer festinhas ao Farfas que está refastelado no meu colo fofo e nutrido (o colo e o gato, ambos dois. Alguém quer um gatinho? Ainda falta dar três, duas gatas e um gato. Aproveitem, levam três pelo preço de um).
Já agora, quem mandou imagens para eu escrever coisas e publicar no outro blogue não desanime, eu não me esqueci, só não sei o que fiz à inspiração. A ver a acho.