A minha mãe anda há anos a sofrer por não ter o cantinho dela, para arrumar papéis, os livros, pôr o pc, tratar das suas coisas. Já perdi a conta dos espaços da casa que ela tentou ocupar e das soluções (todas fantásticas, oh! oh!) que inventou, tão só para se frustrar a casa passo. Da última vez, enfiou uma estante velha na sala e só consegui de lá tirar aquilo porque me comprometi a mudar os móveis todos do espaço e a dita tinha de ficar de fora (por acaso a sala ficou muito mais bonita, arejada, luminosa e espaçosa).
Que fazer? Pois bem, como casa da aldeia que se preze, há sempre uma sala e uma cozinha que estão lá para enfeitar, cá em casa há uma cozinha só para inglês ver que está dividida por um balcão e que acaba por criar uma espécie de saleta. Ora, pensei, pensei muito e descobri a solução.
Reuni uma série de elementos que ligassem uns com os outros e tornassem o espaço acolhedor: os cortinados a imitar o antigo, a capa do sofá individual em tons cru, o móvel lacado e pintado à mão com anos e anos, com os livros dela, os cds e tudo mais, o candeeiro do teto que tirei da sala de baixo e pus ali por fazer muito mais o estilo do espaço e o resultado foi um canto muito agradável.
Faltava só a mesa de trabalho. Desviei uma mesa horrenda com camilha, mais os adereços e um candeeiro que a minha mãe tirou do quarto. A minha avó deu-me outra cadeira igual à que tenho em casa, pelo que a restaurei e trouxe para cá. Ainda assim, a mesa, meus caros, aquela mesa dava-me cabo dos nervos.
Ontem, numa inspiração pós-almoço, mandei a camilha larvar-se no programa das lãs e pintei a mesa de branco. Adorei o resultado. A mesa que era tão canastrona ficou elegante e bonita à vista e ao toque. Até um baldinho do lixo lhe fiz. Peguei num balde de plástico, numa sobra de tecido cortada de uns cortinados, forrei o balde, pus aquela fita que andava lá perdida (não sei fica lá, não sei) et voilá!!!
Qual foi a reação da mãe, digam lá? Ah que bonito. Agora vou comer que estou cheia de fome. Eu mereço... -.-
