A minha casa ganhou três velharias novas: a mesa do meu avô, uma cadeira da minha bisa e mais um garrafão de vidro da outra bisa. Tudos coisas a rondar os 100/200 anos, coisa pouca. A entrada já foi mudada outra vez, agora está lá a dita mesa, com a dita cadeira e a minha máquina de escrever em cima. Mesmo a pedir que as pessoas se sentem e escrevam o que lhes vai na alma, ou na ponta dos dedos, às vezes há coisas que precisam de ser escritas e que escapam ao controlo da mente.
É o corpo a ditar a direção, a emoção a sobrepor-se à razão e a verdade a ser conhecida quando menos se espera.
