Pedro Paixão tem um estilo de escrita que me agrada bastante. Com frases curtas. Limitadas ao essencial. Cada uma valendo o que vale. Já conhecia o estilo de Saudades de Nova Iorque e de A noiva judia, no entanto, interessava-me ver como o autor passaria de um estilo diário e micro-ficções, para um romance.
Na verdade, partindo da ideia de que a minha opinião vale alguma coisa, tenho para mim que, ainda que romance, Rosa vermelha em quarto escuro não deixa de ser composto pelas tais micro-ficções tão características de PP, à volta da mesma personagem, mas com vida própria se tirados do seu lugar.
Gostei disso. É muito parecido com a forma como gosto de escrever. Li-o de um fôlego. Não há como manter o livro fechado, sem saber o desenlace.