01/02/2011

Mi spiego

Quem por aqui para e lê o que escrevo já notou por certo um certo (foi de propósito) proliferar de expressões, música e afins de italiano. Prometi explicar porquê e hoje, antes de sair a correr rumo ao sul, elucido todos os que não comem nem dormem há semanas e se encontram presos na maior das reflexões, à custa do meu blogue.

Era uma vez, visto que já foi há muito tempo, por uma série de situações e acasos, diria bastante aleatórios, eu, a pessoa que vos escreve do além, viu-se colocada no já velhinho Línguas e Literaturas Modernas - variante de Estudos Portugueses e Italianos (sim, sim, nome comprido, cansa a escrever e experimentem acrescentar-lhe Ramo de Formação Educacional... o.O). Digo já velhinho por ter sofrido, pelo menos que eu saiba, duas reestruturações, uma ante e outra pós-Bolonha, deve ser qualquer coisa como Língua, Literatura e Cultura, digo eu!

O que começou com um I can't believe this is true! tornou-se o curso da minha vida e a descoberta da minha real vocação, que tinha andado atrofiada pelo bichinho do Jornalismo (coisas da juventude!).
Foram 4 dos melhores anos da minha vida (depois mais 2), permitiu-me estudar em Itália duas vezes e ter experiências que para uma miúda da aldeia eram mais do que magníficas.

Tudo lindo, tudo certo, mas a verdade é que ao fim de 6 anos de Faculdade, não havia muito para fazer com o italiano. Logo se levantaram os velhos do Restelo, "devias ter ido para Espanhol", "tinhas tido logo trabalho".... blá blá blá

Comecei a pensar o mesmo, desisti até de investir muito na língua, para além da manutenção de ouvir música ou ler umas coisas.

Tudo lindo, tudo certo parte II, não se desse o caso de ter sido contactada para dar Italiano A1 a uns miúdos que vão para estágio. Nove anos depois, quando o meu italiano estava já moribundo, quando eu já nem sabia dizer como me chamava.

Vai daí, tem sido um fartote de estudo pelo meu lado, pelo que aproveito todas as oportunidades que tenho para treinar.

Está explicado.