Gastamos-lhe o nome. Some-se em segundos, com uma agilidade de gato. Esconde-se nos espaços esconsos da casa. como fosse um rato. É um bichinho-carpinteiro que só sossega quando dorme. Nem à chamada do nome responde. Às vezes, apenas ri.
23/02/2019
21/02/2019
14/02/2019
12/02/2019
O melhor de tudo
O melhor de tudo é a distância - um quarto de hora em passo de passeio vai sabendo pela vida.
08/02/2019
O silêncio tomou conta da casa
o silêncio tomou conta da casa
encontro vazio no lugar das tuas roupas
na outra metade da cama
os chinelos alinhados em cima do tapete
são pequenos buracos onde faltam os teus pés
ficou o teu perfume agarrado ao quarto
e à minha pele
a vida continua lá fora, ruidosa
cá dentro o meu coração bate no compasso da saudade
e eu amo-te
encontro vazio no lugar das tuas roupas
na outra metade da cama
os chinelos alinhados em cima do tapete
são pequenos buracos onde faltam os teus pés
ficou o teu perfume agarrado ao quarto
e à minha pele
a vida continua lá fora, ruidosa
cá dentro o meu coração bate no compasso da saudade
e eu amo-te
06/02/2019
01/02/2019
Não importa
Não importa quão felizes e realizados nos sintamos, há sempre um dia em que uma área da nossa vida nos obriga a respirar bem fundo e a contar até mil.
30/01/2019
Que descuido meu pisar nos teus espinhos
Há sempre alguém que se ofende com tudo e com nada.
Ouriço - Juliano Holanda
Voltar sem retorno (por enquanto)
Tinha prometido a mim mesma «para lá, nunca mais!». E disse-o, repeti-o e escrevi-o amiúde, para memória futura do meu convencimento. Durante cinco anos consegui manter a promessa, mas este ano... ah, este ano! Por um acaso, uma conjugação de factores estranhos e um alinhamento transcendental dos planetas, vi-me de novo lá. Como se nunca de lá tivesse saído. Os dias organizam-se agora em blocos e intervalos fixos e escadas acima e escadas abaixo e um corrupio de caras que vou tentando não esquecer nem baralhar. Voltei. Sem retorno? Por enquanto...
25/01/2019
Fases
Tem sido sempre assim. As fases da mudança alteram os ritmos e as noites tornam-se curtas. Demasiado curtas. Excessivamente curtas. Há-de vir tudo de uma vez: os dentes, as novas palavras, os passos firmes. E o sono tranquilo há-de voltar também. Até à próxima fase.
22/01/2019
Passo a passo
Pequeno barco na tormenta, resiste à queda e em equilíbrio precário segue corredor fora, na felicidade de conseguir ir de uma ponta à outra sem cair. Atira-se para os braços, portos seguros, rindo. «Olá!», é tudo o que sabe dizer, padrão oral com o qual vai marcando as suas conquistas.
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