30/04/2012

Fiz planos


Fiz planos para o futuro,
Um futuro que precisa de companhia.
O meu futuro precisa de ti.

Olha só os meus planos!
Uma casa de chocolate na floresta,
Uma cama na erva fofa
E as pequenas fadas que nos tampam à noite.
Parece-te bem?
Dá-me a mão, anda!
O meu futuro precisa de ti
E eu fiz planos, muitos planos.

26/04/2012

Arte no feminino - Joana Vasconcelos

No outro dia, ao visitar o blogue da Wendy, troquei com ela alguns comentários sobre Benedita Feijó e prometi procurar o nome de outra ilustradora que me agradava bastante, embora não me lembrasse o nome na altura (muito normal).
Ora, isto deu-me uma ideia, a de partilhar convosco arte no feminino, inspirando-me na revista directarts - Revista de Comunicação Visual, Primavera/Edição 06, começando por Joana Vasconcelos.

O trabalho de Joana Vasconcelos pode ser encontrado aqui. 
Talvez não estejam a ver de quem falo, mas se eu disser que isto é dela...

Coração independente


Sr. Vinho @
Capa do CD Retropolitana, dos GNR




Joana-Vasconcelos-Stainless-Steel-Pot-Shoes-001.jp
Marilyn @
O meu preferido.


... já vos é familiar?

24/04/2012

Esse olhar que era só teu

Há olhares que nos ficam presos nas mãos, por isso, levamo-los para todo o lado.





20/04/2012

É sexta-feira, bah!

A semana dedicada à parvoíce está a chegar ao fim. A partir da semana que vem,  este blogue volta a fazer chorar as pedras da calçada e promete deprimir profundamente o punhado de gente que se engana e o visita.
Até lá, a imagem que eu quero imprimir em tamanho gigante e pendurar à entrada da porta da minha casa.


@ the secret to humor is surprise, FB

19/04/2012

Quem ri por último... é retardado (?)

Depois de descobrir que Otelo é bígamo, com muito gosto, encontro esta pérola da sabedoria contemporânea. E porque esta semana é a semana do aparvalhamento (digo, nonsense porque mais elegante) neste aka espaço de tortura, aqui vai.




18/04/2012

O meu animal de estimação perfeito

Continuando na senda das postagens nonsense...


17/04/2012

Keeping calm and waiting



Só porque achei fofinho. Gosto.

15/04/2012

Nem a taça liga



Gosto de ir ao estádio ver futebol. Sempre gostei, sempre hei de gostar.
Não gosto de ver jogos sem alma. Ontem vi um.
Basicamente, e na minha humilde opinião, esta final foi tirada a papel químico da anterior, até nos festejos emocionados dos jogadores quando acabou.. Sério, pensei que fossem sucumbir com tanta emoção, aquilo foi muito grito, muito abraço, muito estático, como grande parte do jogo.

A noite correu muito bem, connosco a chegarmos em cima da hora ao estádio, depois de andar a suar as estopinhas para arranhar um lugar para o carro. As nuvens negras não auspiciavam tranquilidade, embora mantivéssemos a secreta esperança de o dilúvio se dar quando já estivéssemos dentro da arca. 

Na porta em que entrei, só havia uma assistente a apalpar as raparigas (digo, revistar), obviamente do lado contrário ao que estava, pelo que saí de uma fila, para me enfiar noutra e esperar... Foi no exato momento em que eu estava quase a chegar à revista que os torniquetes decidiram avariar e a chuva cair. A gabardina salvou-me de desgraças maiores, mas o pé esquerdo não se livrou de uma humidadezinha refrescante.

Começaram os empurrões, os gritos, ninguém sabia o que se passava, a hora do jogo a chegar e nós ali a ser regados abundantemente. Para evitar males maiores, que há sempre mal formados em todos os lugares, abriram as portas e deixaram toda a gente entrar, sem revistas, sem verificar bilhetes.

Moral da história: festejou-se mais na bancada que em campo (acho que já tinha dito), mas soube a fel. 

O melhor de tudo foi a música escolhida para animar a malta, mal soou o apito final: Someone like you, dela mesma, a Adele. Não há condições!

12/04/2012

O séquito sempre foi bonito no papel*

As homenagens póstumas são uma frustração. O argumento de quem morre permanecer vivo nos corações de quem ainda ama, lembra, aprecia é um logro.
Aquiles escolheu mal, devia ter escolhido a vida longa.








* verso da música "Como esquecer", dos Mob of God

11/04/2012

Simão, Escuta, Tu és um filho da....


Tu és um _________________________________.






Pede-se aos interessados que preencham o espaço em branco com o nome predicativo do sujeito que melhor associem ao autor do referido blogue.


Os mais afoitos podem mencioná-lo em comentário a esta entrada, os mariquinhas podem encontrar grande divertimento em mencioná-lo mentalmente.

A responsável deste espaço sugere fofinho. No entanto, ressalva o facto de poder estar errada, querendo com isto evitar um atropelo hooligan no espaço. 










[acho que a ideia era agradecer, pelos vistos esqueci-me. como a entrada já estava publicada, não deu para alterar. sorry]

10/04/2012

O sujeito poético

o sujeito poético é um sujeito deveras interessante
um dia, sem saber muito bem porquê,
sem saber muito bem como,
precisou que o autor lhe fizesse um favor
e desde esse dia o autor cobra-lhe o desenrasque
e obriga-o a dar a cara pelas suas cobardias.
hoje preciso que digas que eu amo a Mariazinha.
mas eu não amo a Mariazinha, nem a conheço.
hoje tens de a amar! lembra-te do favor que te fiz...
e o sujeito poético lá vai, assumindo ao mundo o amor que não sente
a tremer que a Joaninha o ouça e a noite acabe azeda.

eu também quero um sujeito poético,
um pau-mandado, perdão, um duplo de mim que assuma
a minha cobardia. fica decidido que não será uma sujeita, não, não, não!
tem de ser um homem de barba rija, só para os perturbar.
divirto-me a ver-lhes o espanto quando o meu sujeito
anuncia que o Quim Zé é realmente um rapaz com muitos encantos,
ou que o que lhe apetecia mesmo era comprar uns sapatos novos
e equilibrar-se no fio de uns saltos de dez centímentros.

a mãe do sujeito poético sofre muito, coitada,
é que - não sei se sabem -, mas o filho da vizinha do lado trabalha no governo
muito digno, muito respeitado
ao contrário do seu, trabalhador por conta de outrem
sem descontos, nem regalias, escravo pré/pós-moderno (para o caso, tanto faz)
de um patrão insuportável e genioso, mais do que genial...

a vizinha do lado tem as suas desconfianças sobre o filho da mãe dele,
neste caso, a vizinha, já que nunca ouviu falar daquela profissão,
que ele é um sujeito está à vista de quem quer ver,
o poético é que lhe dá que pensar,
parece-lhe que a vizinha lhe quer esconder alguma coisa...
uma certeza ela tem, o filho da vizinha é
um sujeito patético.