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26/08/2012

Houve Shakespeare no castelo

e eu adorei!


Um espectáculo concebido com grande inteligência, que manteve o público a girar pelo castelo de Montemor 2h15m, sem se sentar e sem que lhe doessem as pernas. Um guarda-roupa cheio de imaginação e um aproveitamento do espaço que nos deixou maravilhados.
Deu para rir (do lados das comédias foi um fartote), deu para pensar e ficar sério (as tragédias assim o favoreciam). No fim, toda a gente junta para assistir às duas últimas peças na encosta do castelo.



Se conseguir, em setembro, vou ver as comédias.
Desta vez, houve ocasião para muita coisa, até para perder a fita no chão escuro, antes de Otelo, e para um "para tudo que está ali a minha fita"! Enfim, só eu...

30/05/2012

A censura anda por aí





E tem uma Galeria própria, para quem quiser saber mais.

28/11/2011

Património i material?

O Fado foi elevado a Património Cultural Imaterial. Parece-me bem, aliás, parece-me muito bem.

Para quem não sabe o que isto quer dizer e não quer fazer fraca figura durante a leitura dos muitos textos que se vão espalhar pela blogosfera e poder comentar com conhecimento de causa, cito-vos a página da UNESCO:

considera-se património cultural imaterial as práticas, representações, expressões, conhecimentos e aptidões – bem como os instrumentos, objectos, artefactos e espaços culturais que lhes estão associados – que as comunidades, os grupos e, sendo o caso, os indivíduos reconheçam como fazendo parte integrante do seu património cultural.

O património cultural imaterial
manifesta-se nos seguintes domínios:
a) Tradições e expressões orais, incluindo a língua como vector do património cultural imaterial;
b) Artes do espectáculo;
c) Práticas sociais, rituais e eventos festivos;
d) Conhecimentos e práticas relacionados com a natureza;
e) Aptidões ligadas ao artesanato tradicional.

Ora, eu sou relativamente fã de fado. Na verdade, gosto mais do dito fado canção que do fado tradicional, não sei bem explicar porquê. Não que isso seja relevante.

Para celebrar o facto (com c, porque o novo AO assim nos diz), uma homenagem a Amália, na voz de Dulce Pontes e na música do grande Ennio Morricone.

31/08/2011

18/12/2010

E assim acontece(u)



Fui completamente apanhada de surpresa com a morte daquele que foi o principal responsável pelo desenvolver da minha curiosidade  pela cultura e pelos livros, estávamos em 1994 e o Acontece era a minha companhia ao fim da noite.
Desporto e cultura, melhor, cultura e desporto. Primeiro o Acontece, depois o Remate (se não erro), no Canal 2.
Sempre senti um grande carinho por este grande jornalista e o conhecimento tardio da sua morte trouxe-me uma grande tristeza.
Era meu homónimo no nome e lembro até de uma vez, no meu ano de caloira, de um professor de Latim me ter perguntado se era a sobrinha dele, não era... quem perdi fui eu.
Faço aqui a minha sentido homenagem.