Vejo frequentemente fotografias da praia onde te ensinei a palavra gaivota e me ensinaste a palavra saudade. É uma praia comprida, acompanhada por um corredor de madeira que salva os pés do incómodo da areia e passeia o tempo a mais.
As gaivotas voaram soltas nessa manhã fria de Inverno e tu saboreaste-lhes o nome numa língua que desconhecias. Passeaste o meu tempo a mais no chão de madeira e deixaste-me o incómodo da tua ausência. Nunca mais voltei àquela praia.