Durante duas horas resisti estoicamente a acender a lareira. Convenci-me que bastaria o bailado da maçã com o açúcar, para aquecer a cozinha. Lá fora brilha um sol quente, já com ares primaveris. Cá dentro o Inverno espraia-se pelas camas, os sofás, os fundos dos armários, o chão. Foram duas horas de restistência. Agora, brilha um sol quentinho entre os limites da lareira e a madeira baila com o fogo, para que cá dentro chegue o Verão.
