09/03/2016

A sentir-me estupidamente feliz

Eu bem sei que nos últimos meses não tenho sido propriamente assídua nos vossos espaços, que alguns até se podem queixar que me deram mais do que lhes dei, outros até me empurraram ali para o cantinho do esquecimento, que é para onde vão os que têm a mania de que são importantes.

Um dos motivos (o maior, pelo menos) destas ausências e retornos a conta-gotas está ligado à guinadela que dei ao sentido da minha vida. Depois de anos em descampados de recibos verdes, precariedade e auto-flagelação com os dez volumes da Peregrinação, decidi travar a fundo, virar perigosamente para outro lado e começar um negócio meu.

Têm sido meses intensos de tentativa e erro, experimentação, contentamento, desespero, bater com a cabeça em todas as paredes até ao infinito, idas aos correios, pesquisas e mais pesquisas e ainda mais pesquisas sobre tudo e sobre pares de botas.

Mas também foram meses de ver os meus doces a irem para outros países, outras pontas do país, a receberem críticas favoráveis de pessoas que não conheço e um gozo tremendo de ver a minha Colher a crescer e a ganhar asas.

Hoje, consegui finalmente deixar o blogue do meu negócio mais próximo daquilo que imaginei e sinto-me tão estupidamente feliz que estou bem capaz de chorar (também pode ser das hormonas).

Tudo é feito por mim, desde as fotos aos doces, e só não faço os frascos porque não tenho forno para os cozer...

Para quem já ouviu falar vagamente, A Colher Gulosa é o nome do meu negócio (depois de ter mandado dois canudos às malvas) e este é o blogue.



Agora vou experimentar um novo doce para o Dia do Pai. E cantarolar um bocadinho (e talvez derramar umas lágrimas)