O trabalho acumula-se por todo o lado. Cresce como pequenas ervas entre as pedras e espalha-se como as sementes maduras levadas pelo vento. Abro e fecho livros, cadernos, pastas sem corpo, sem saber o que quero encontrar. Minto. O que quero encontrar é a única coisa que não está. Fecho os olhos, imagino como seria, canso-me ainda mais. O vento sopra mais sementes prenhas de tudo menos do que eu queria. O dia brilha com energia renovada, castiga os olhos fatigados em olhar o que poderia estar e não está. Doem-me as mãos. Deixa-me adormecer no teu regaço.
| From ‘Pure as snow’ series Mira Nedyalkova |