Temos a vida transformada num novelo. Entre a parca habilidade em enrolar o fio e o descuido alheio pela meada de que somos feitos, o mais certo é chegarmos a uma altura em que as pontas são mais que muitas e as oportunidades de as atar, muito escassas. Devemos, por isso, aceitar com toda a alegria os momentos em que os enganos do passado possam ser esclarecidos - pelo menos o vislumbre de que seja isto mesmo que venha a acontecer.
E as outras? É esperar com paciência. Pode ser que atinjamos um dia o ponto perfeito de não termos mais passado desarrumado para nos perturbar o resto dos dias.