Chega em silêncio, disfarçada,
não diz claramente ao que vem,
vagueia pelo quarto e olha como se
não procurasse nada.
Pega uma fotografia,
borrifa o ar de perfume,
canta músicas partidas em refrões
e lembra conversas,
com a postiça inocência de quem não sabe o que faz.
Vem sempre em silêncio, disfarçada,
nunca diz claramente ao que vem,
vagueia pelo quarto e apaga os limites
da existência, sobe aos cumes do mundo frágil
– enganadora Tétis –, para melhor
apontar as delícias do passado.
(sujeito a obras de reescrita)
Instala-se em silêncio, disfarçada, para não se denunciar. Abre-se numa caixa de papéis esquecidos e desfila memórias entorpecidas, como sonhos bons de que não se quer acordar.
ResponderEliminar:)
É, Luísa, a desgraçada faz coisas assim. (:
EliminarE um dia, como quem não quer a coisa, desaparece!
ResponderEliminarBeijinhos Marianos! :)
Coisa boa de se ler, pá. Obrigado. ;) De quando em vez ajuda a pensar em coisas que não o que se passa dentro da minha cabeça.
ResponderEliminarCaro Patife, bons olhos o leiam!
EliminarTemos de ser uns para os outros, não pode ser só o Pacheco a dar o alívio desejado. (:
Uma beijoca para si e um aceno para o Pacheco - muito ao longe que ele não é de fiar
(há 15 dias estive no Chiado praticamente uma tarde inteira e não vi nem Patife, nem volume de Pacheco, aposto que não estava a aviar alguma senisga... fiquei desconsolada)
Estou mais tentada a dizer que se ausenta.
ResponderEliminarbeijinhos, Maria. (: