Não faço de propósito, garanto que não, não procuro livros ou filmes que falem da morte, para de alguma forma remexer nas feridas. Se os livros são escolhidos em função do autor, os filmes não. Muito menos em função das histórias que contam. Tenho tendência a ver filmes sobre os quais sei nada, escolho-os pelo critério arbitrário da capa e dos festivais em que participaram. É no fim que vou pesquisar, ler críticas, ver o trailer até.
Sobre o filme de ontem, lembrava-me vagamente de algumas opiniões pouco abonatórias sobre a presença de Robert Pattinson, nada mais. O cartaz parecia apontar para mais um filme de domingo à tarde e o título não me entusiasmava por aí além. Comecei, por isso, a vê-lo sem expectativas.
A história que se desenrolou à minha frente não tinha nada de cliché, ou de entretenimento leve e comezinho. Pelo contrário, era pesada, de uma forma suave e dorida, como são as mágoas dentro daqueles que fingem que as ultrapassaram. Uma aprendizagem de sobrevivência, no ciclo constante dos ganhos e perdas.
Whatever you do in life will be insignificant, but it's very important that you do it 'cause nobody else will. Like when someone comes into your life and half of you says: "You're nowhere near ready". And the other half says: "Make her yours forever".
Michael, Caroline asked me what would I say if I knew you could hear me. I said: "I do know. I love you. God, I miss you, and I forgive you".