25/09/2012

Correspondência Íntima - II

Aquele texto foi uma necessidade de processamento. Precisava de me distanciar do que te escrevi, mudar a perspetiva. Mas não podia escrever tudo literalmente, daí que o resultado tenha sido levemente diferente do que caiu na tua caixa de correio. A segunda parte foi um pouco mais egoísta, na verdade. Assim, ficou a dúvida: é sobre mim, não é? A pessoa existe, não existe? Exercício de escrita? O que é aquilo? É o que quiserem ler, embora esteja ficcionalmente descrito o que é.

Como vês, nem sempre os motivos que nos levam à escrita são puros e nobres. A cobardia também pode ser um bom desencadeador de ideias.