Eu sou uma rapariga simplesmente pesada. Sou, não vale a pena estar aqui a enganar-vos e a dizer o contrário. Pois que tenho os meus pneuzinhos (cof cof), pois que tenho a minha coxa grossa, pois que se perdesse pelo menos 10kg não me fazia mal nenhum (humpf), mas, e isto para ser justa, comida de plástico é coisa que não entra no meu cardápio.
Pensar no Mac e coisas parecidas enjoa-me. Os quilos que tenho a mais são fruto de comidinha caseira e de um esqueleto pesado. É, não se riam, isto de ter 1.72 m não é fácil. A minha médica concorda comigo, diz que estou muito bem, que tenho peso a mais mas mal se nota (eu acho que a senhora precisa de óculos): "Tu já viste a tua altura? E a largura dos teus ossos? Tu praticaste natação, não foi menina?" (ela é brasileira e tem um sotaque delicioso). Sim para tudo e um pensamento a crescer a olhos vistos, eu quero casar e ter filhos com ela. Na verdade, se fosse um médico, seria muito mais interessante, mas quando alguém nos diz que não estamos gordos e somos lindos como somos (e isto inclui ser linda literalmente por dentro. claro que não explico o contexto), nem se deve pensar duas vezes.
Nos últimos tempos, dediquei-me às caminhadas diárias, uma horinha sempre a andar e os resultados já se notam. O peso ainda não diminui, mas já estou mais rija e isso é bom.
Abençoada sopa à moda antiga e batatinhas com couves e batatas e arrozinho de frango com ervilhas e entrecosto assado no forno com batatas às rodelas e queijinhos da serra que o meu pai traz para casa e bolinhos feitos em casa que me estão todos no corpo, para não me deixarem esquecer que a felicidade está nas pequenas coisas, principalmente nas refeições em família.
