Jogo ao esconde com a memória,
escondo aqui, escondo ali,
passo um pano, limpo-te daqui.
Mas ela, triunfante, encontra-te sempre.
abre os armários, revira as gavetas,
espalha pelo espaço as coisas obsoletas.
Em todos os lugares, pedaços teus,
marcas do passado, bandeira hasteada,
escarninho gozo da vida abandonada.
