Descobri a solução perfeita para não te sentir a falta. Penso-te em abstrato, remeto-te à perfeição do mundo das ideias (aquele mundo onde estão as cadeiras por onde divagámos), penso-te em nome+apelido e substituo-te as feições pelos contornos dos teus livros.
Tornas-te assim só mais um no panteão dos ilustres e és branco, amarelo, avermelhado, pintado nas cores das imagens que envolvem as tuas letras.
Este é um bom exercício de distanciamento que falha quando penso em marroquinarias, em puro chocolate negro, em croissants de chocolate aquecidos cortados em metades e caminhadas e pizzas de frango e atum e no mar e nas gaivotas e em garrafas de vinho tinto e outros nadas que me fazem lembrar que tinhas um nome sem apelido e um timbre de voz característico, que te rias de uma certa forma e que a tua imagem continua bem definida.
*verso da música "Lust Condemns", dos Mob of God