10/07/2013

Adieu - o meu Coeur de Pirate exige-me outras navegações

Ser um assalariado nos dias que correm é um privilégio de cada vez menos. São muitas as horas consumidas a procurar empregos/trabalhos/atalhos, a enviar currículos sem qualquer retorno, sem um simples «blá blá blá não serve». Por isso, ao dar de caras com uma oferta de emprego clandestino num barco pirata, nem pestanejei. Por incrível que pareça, fui aceite, sem grandes exigências que não as de ter vontade de ser uma pirata má como as cobras e saber fazer unhas. Salário garantido não há, nem descontos para as finanças ou segurança social, também não há horário de trabalho, nem quaisquer regalias,  o que, vendo bem, não difere assim tanto dos trabalhos ditos oficiais. Mas há a promessa de sol e mar e silêncio e piratas, muito rum e aventura.

Agora, aqui estou. Malas feitas, protector solar factor muito alto, condicionador, faca multi-usos, escova de dentes, chapéu de pirata, o transporte/cama da gata com as taças e a ração, a dita gata, a bateria do telemóvel e um cinto preto giríssimo com caveiras. Não me falta nada, nem a música - com piratas, claro está. Talvez só um pormenor...


Adieu - Coeur de Pirate