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| da revista Bula |
Este domingo choveu. Seria digno de registo se não fosse a banalização do estado do tempo. Choveu, como chove hoje e como tem chovido desde há mais dias dos que posso lembrar. A vontade era ir fazer a minha caminhada quase diária, porém, tendo em conta a ajuda dos céus, seriam mais umas quantas piscinas nadadas à cão. O plano B foi alapar-me no sofá e ligar a televisão - ressalvo aqui que é a única altura em que tenho acesso à mesma, já que a juventude zarpa de casa.
Não sei se sabem, mas os Casos Arquivados estão de regresso à Fox Life, apanhei o 4º episódio da 1ª temporada, levando-me desta vez a um caso em que um violador escolhia jovens estudantes universitárias, bonitas e cultas, também solteiras. Como é que ele sabia que elas eram solteiras sem se esforçar muito? Bem, se elas tivessem um gato, era mais do que certo. Isto levou-me imediatamente ao pânico, é que cá em casa há três - leram bem - três bichanos arrogantes e com tiques de esquilo voador, o que somado à minha beleza e inteligência superior era coisa para me transformar num alvo de ataque.
O excesso de ficção dá nisto. Só um idiota não perceberia que esta casa está à cunha! Os carros à porta, sempre gente a entrar e a sair, o estendal vergado ao peso da roupa, sinais inequívocos de que não vivo sozinha - embora todos os outros atributos se verifiquem, obviamente.
Não deixa, no entanto, de ser intrigante esta relação gato-jovem solteira. Uma jovem que tenha um gato mostra uma predisposição para a família, deveria ser um bom partido, das primeiras a conseguir um par fixo. Então por que não? Questiono...
