Os collants apareceram rotos sem que ninguém soubesse dizer
como ou quem. Duas pequenas filas de buracos mínimos que se expandiam na medida
da desgraça, assim que a licra se esticava para se moldar à perna.
Não havia explicação lógica e a roseira dificilmente arcaria
com as culpas, posto que os seus espinhos eram muito mais irregulares na
capacidade de mortificar a meia.
Pela manhã, o sol morno da primavera fora já suficientemente
forte para secar a roupa no estendal. O cachorro saltitava de contente por
estar na rua, o gato espreguiçava-se ao sol, a roupa era apanhada com todo o cuidado
e o mistério era resolvido.
Zazu, o cachorro saltitão com instintos de cavalo em festival
de exibição de dotes, saltita até aos collants pretos, abocanha um pé e morde,
com indisfarçável alegria.
Um berro, a meia transtornada e duas pequenas filas de buracos
mínimos a certificarem mais um par arruinado.
Se não fosse o Zazu há sempre o precedente da Maria. Estou grávida? Só pode ser um milagre porque sou virgem :D
ResponderEliminarNeste caso seria o milagre da meia rota.
Juro, Luis, mas juro com toda a seriedade da minha alma, que não percebi um car##" do teu comentário e tudo o que me ocorre é que a Maria ficou grávida por causa de outras coisas rotas. loool
EliminarNão prometo nada, que muitas vezes eu também não os percebo. Basta terem passado 5 minutos. Mas vamos tentar.
EliminarA Maria é Virgem Maria que teve um filho sem ninguém ter percebido muito bem como. (Ou pelo menos é o que ela diz :)
Os collants também apareceram rotos sem que ninguém percebesse como. A ligação dos dois factos está estabelecida :)
No caso dos collants veio a descobrir-se como. Mas se não se descobrisse o Zazu podia reclamar um milagre como justicação.
Usando como precendte o caso cuja ligação já estabelecemos. Não sei se ficou meljor. Pelo menos ficou com mais palavras :D
Sabes, Luis, uma vez conheci um homem muiiiito sábio que me ensinou uma verdade fundamental: as piadas explicadas perdem a piada.
EliminarEu, moça tagarela como tudo, engoli em seco e aceitei a verdade dos factos. :D
Perante isto só há que meter a viola no saco e rumar ao pôr do sol
EliminarO meu cão - já morreu, mas está vivo - quando era pequeno gostava de levar cuecas e meias usadas para o ninho. O pivete que deviam ter para um cão, não o parecia incomodar. Ficava deitado, muito contente, a apanhar uma pedrada de meias e cuecas. Há que respeitar as idiossincrasias dos bichos. :)
ResponderEliminarAi, coitadinho do teu cão, parece o nosso governo... queres que lhe escreva uma carta? :D
EliminarOlha, acabei de me lembrar que o bicho também gosta de cuecas e eu tenho menos um par na gaveta, à conta disso, mas lavadinhas e perfumadas. Sempre é uma vantagem. ;)
Agora entendo a razão de ele querer ser um cavalo.
ResponderEliminar:)
É o Babe cá do sítio. (;
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