21/04/2013

Com a cabeça cheia de passado


Um homem acorda e tudo o que tem vontade de fazer é continuar a dormir. Um homem ouve o despertador e sabe que o mundo o chama, mas esse mesmo homem não quer ter de sair da cama. Começa o combate diário entre a razão e a vontade. A razão ganha, não sem luta, não sem sequelas, a vontade não se deixa vencer às primeiras. Este homem tem agora a dura tarefa de se pôr de pé, abrir os olhos por inteiro e dar um passo na direcção da água quente do chuveiro que o acordará de vez. Assim faz esse homem, com os ombros caídos e as pernas bambas, à procura de motivos para encarar o presente rotineiro dos dias.