As salas de espera nos hospitais e centros de saúde são hoje uma espécie de salões de chá. Há o dono do espaço que disponibiliza uma série de ofertas medicinais e reúne os mesmos frequentadores, encontro após encontro, consulta após consulta. Passeiam-se doenças e discutem-se tratamentos, avaliam-se as capacidades dos médicos e todos são entendidos naquilo de que falam. Certamente conhecem alguém que conhecia alguém, parente de alguém que teve aquele sintoma, que por sua vez originou aquela doença (sem questionar que seja o oposto) e tem necessariamente aquele tratamento e aquele medicamento.
Não falta nem o fazer, nem o desfazer da honra alheia.