03/07/2016

Basta um instante de distracção para me lembrar fortemente que ainda não me esqueci de ti. Por um instante, sei que te odeio.

02/07/2016

Estados de alma

Brooke Shaden, «Journey to Dusk»

30/06/2016

Depois da histeria, um pouco de serenidade

Agora que passou o choque da emoção e esta aventura já vai no segundo dia - uma fartura de tempo, portanto, parece-me importante fazer uma pausa e contextualizar aquele texto que pode, ou não, ver a luz do dia.

Não há em mim qualquer vontade de ser famosa, até porque sei muito bem que fama não significa mérito ou qualidade. Também não pretendo começar uma carreira ligada à escrita, por saber que não seria capaz de o fazer.

Tanto assim é que partilhei aqui no blogue, em 2013, uma troca de opiniões com um querido amigo que me incentivava a atirar-me às letras.







Noell Oszvald


Se assim é, porquê este livro?

Este livro é sobre mim (grande novidade) e um acontecimento muito violento que vivi. Foi a forma que tive de entender o que aconteceu, gastar o sofrimento que dali adveio e, de certa forma, arrumar assunto e pessoa. Até conservar-lhe uma série de características que começo a esquecer, quatro anos passados.

Por isso, este é um livro que detesto, profundamente. Quase odeio. A que não consigo voltar, que me deixou prostrada quando escrevi o último ponto final e que quase deu cabo do resto quando há uns meses o revi para a editora dar início ao processo do crowdpublishing.

Mas este livro é também o resultado da última ordem do meu morto. «Escreve», disse ele, depois morreu-me e escrever foi a única forma de o manter vivo dentro de mim. E, por causa desta ordem, comecei mesmo a escrever no blogue, a assumir os meus poemas, a perder a vergonha de dizer «isto é meu!».

Por isso, este é um livro que amo, profundamente. Se chegar a ser papel impresso, guardá-lo-ei junto dos livros que ele me deixou e então o ciclo ficará completo.


Se me agrada ter quase de impingir às pessoas que comprem um livro que desconhecem e podem nem vir a gostar? Nem por isso. 
Se há coisas que gostava que tivessem sido diferentes? Também.
Mas é o que há.

Se gostarem, se quiserem ajudar, claro que ficarei muito feliz. Senão, aceito com toda a naturalidade.


Um amor morto é uma estranha companhia, está na hora de o deixar em paz.

29/06/2016

Campanha «Falta pouco para os 700» - parte I

Feitas as contas ao primeiro dia de campanha para angariar 700 € que financiem a publicação do meu livro, já cheguei a várias conclusões:

  1. detesto vender coisas;
  2. não tenho jeito para vender o que é meu;
  3. a minha mãe é totó porque se enganou a participar, contribuiu em anónimo e agora nem livro, nem autógrafo, e vai ter de abrir os cordões à bolsa outra vez;
  4. os meus irmãos estão, como sempre, a ver se se escapam de ajudar os meus projectos;
  5. o meu pai fez um ar preocupado quando lhe disse 700 €;
  6. estou quase a prometer fotos indecentes a troco de dinheiro (o que pode ser muito mal interpretado);
  7. quem já ajudou só pode ser tolinho e não tem amor ao próprio dinheiro! (obrigada!!!)


Deixo-vos o vídeo promocional, só para terem a noção da piroseira que é aquele escrito. Depois prometo que deixo de falar do assunto por uns dias.



Entretanto, já só faltam 600 e troca o passo. Coisa pouca, portanto.

28/06/2016

Uma emoção sem limites

Já aqui tinha deixado duas coisas que me aconteceram e que não contava com elas: escrever um conto para a Preguiça Magazine e ter um programa singelo na Foz do Mondego Rádio. Faltava uma, para acabar a trilogia de atropelos inesperados à paz dos meus dias: o meu livro.

Meus queridos leitores, comentadores, anónimos e todos os que por aqui passam, é com muita emoção e uma pontinha de orgulho e muitos pozinhos de medo que vos apresento aquele que foi um dos projectos mais difíceis que levei a cabo e quase acabou de vez que a minha sanidade mental...




~


O livro está na plataforma de crowdfunding, é certo, e se quiserem ajudar a que ele veja a luz, é convosco. Eu só queria mesmo contar-vos a novidade.


Agora vou ali contar a novidade à família, já volto. :))

E mais nada

Toda a minha vida conheci pessoas que se definem como honestas de pensamento que dizem tudo o que pensam e sentem, goste-se ou não de ouvir; que têm ideias muito firmes e as partilham, a qualquer preço; muito verdadeiras e directas. São aquelas que, antes de opinarem, avisam «eu sou muito frontal, digo o que tenho a dizer e mais nada».

Toda a minha vida conheci pessoas que acusaram outras de mesquinhez, vingança, ressabiamento, não saber ouvir e calar, despeito e o mais que aqui caiba, quando ouviram o que não gostaram, ou quando alguém expressou discordância pelo que ouviu.

Curiosamente, as pessoas do segundo tipo foram exactamente as mesmas do primeiro, tão exigentes com a sua liberdade de expressão e o direito à opinião, tão pouco prontas a reconhecê-los no outro.

A estas pessoas, largo-as. São de uma convivência difícil e cansativa -- para além de pouco produtiva, para ambas as partes. É uma pena, algumas até tinham um potencial muito grande.

Shary Boyle

27/06/2016

Incerteza

Não sei o que foi feito do mistério. Desapareceu na noite, dissipou-se no ar. Foi levado para o lado negro dos dias, arrastado pelo cansaço das noites. Não sei que foi feito de ti. Desapareceste na noite, dissipaste-te no ar. Não sei o que te arrastou, nem o destino que escolheste. Um cansaço.

Guillaume Kayacan

23/06/2016

Rescaldo do Portugal-Hungria

Enquanto uns festejavam em delírio, outras planeavam o futuro.
Em delírio.

 
Terrace of café. Paris, about 1925.

20/06/2016

Entrar no armário

 Joanna Wróblewska

19/06/2016

I wish you no harm

Hoje apaguei 413 pedaços de passado. Não se pode esperar uma vida pelo presente que deixou de o ser.