Sou assumidamente uma naba no que à política diz respeito. Aumenta o meu grau de nabice quando passo desta para as intrigas palacianas que, dizem alguns, é outra forma de dizer política. Mas, até eu consegui perceber o grau de irritação de um certo
publisher (mania de só usar nomes estrangeiros) de um certo jornal em linha, bastante conhecido (que seria de grande tiragem, caso fosse em papel, estou em crer), por o PS+PCP+BE terem quebrado uma lei não escrita (assim mesmo que li) sobre o Presidente da AR sair do partido com maior representação parlamentar, uma regra que vigorou em 40 anos de democracia (e cito sem aspas nem ligação directa ao local do acidente) e terem escolhido um do outro lado da bancada.
Ora bem, eu que sou uma naba assumida e confessa fico cá a pensar com os meus botões que o que irrita verdadeiramente estes
opinion makers (mais uma estrangeirada, só porque é bonito), que de jornalistas têm pouco, é que se quebrem regras não escritas, porque as que estão escritas preto no branco e vigoram pelo mesmo tempo, ou coisa que o valha, podem ser perfeitamente quebradas, se os interesses de alguns ficarem assegurados.
Desejar que mordessem a língua era pouco.
(os posts de martírio emocional seguem dentro de instantes)