Ensaiei no início do ano uma mudança de corte de cabelo que foi um desvio considerável ao normal. A franja saltitou por cima dos olhos e as pontas subiram do rés do chão para o segundo andar, isto é, quase da cintura para pouco abaixo dos ombros.
Agora que o Outono se insinua com toda a elegância e o tal corte radical está transformado em abóbora indistinta, tenho dedicado largos minutos das minhas viagens diárias no comboio a considerar os prós e os contras de ir ainda mais longe. Ou mais curto!
Têm-me dito que não o faça, que os cabelos compridos são a fantasia de grande parte dos homens, que é uma pena, e se não gosto? Ora, se o comprimento do meu cabelo nunca me garantiu coisa nenhuma junto do sexo oposto, o mais certo é, por estes dias, cortá-lo pelos ombros. Ou pelo queixo! Ou... sei lá!