| Adriana Lima |
Desisti.
Eu sei que não posso desistir de nada, tenho de ser resistente, resiliente como as baratas, com a capacidade de sacrifício de uma parturiente. É assim que se vêem os fortes, que se escolhem os capazes, que se separam os meninos dos homens -- ou as meninas, das mulheres --, sofrendo e resistindo. Eu sei.
Quanto maior a adversidade, maior a satisfação de a ultrapassar. Oh alegria tremenda em derrotar o Adamastor. Oh gáudio dos vencedores que superam os vencidos. Oh vida a minha, que estou à beira de um ataque de nervos!
Desistir, nunca! Resistir, sempre!
Sei, mas desisti. Desisti de tentar entender a porcaria do Access e de fingir que os números e as contas são o meu caminho intuitivo. Se não for o Excel a salvar-me a vida, é bom que fique rica depressa, para pagar a quem me faça os cálculos.





