do meu corpo.
São ondas as voltas da língua, navegando livre pelo mar
do meu deleite.
São escribas os olhos, escrevendo céleres por dentro
tudo o que sentem.
São mãos espalmadas, apertadas,
cheias, gritando contra o chão as palavras que
se confundem nas margens afastadas
dos lábios meus feitos ilhas
sequiosas dos lábios teus feitos água.

