... a seguir ao cão, sou eu.
Sério, não se riam, eu sou o melhor amigo dos meus amigos. Isso mesmo, amigO dos meus amigOs.
Eles falam comigo como se eu fosse um deles, porque eu falo-lhes da Gina, da FHM, do silicone das raparigas, aconselho-lhes as melhores amigas, entendo que eles sofram de acumulação excessiva de gás (e que precisem, por isso, de o libertar a todo o tempo), entendo o suficiente de moda para os aconselhar mas não ao ponto dos cansar com pormenores, entendo o suficiente da bola para discutirmos a jornada e até lhes dou umas dicas sobre as maquinetas onde damos ar aos pneus.
No fundo, eu sou para eles um gajo sem pila e com as mamas um bocadinho maiores que as deles, se bem que se pensar nos que não estão assim tão em forma, o mais certo é alguns até as terem maiores do que eu.
Para além disto, eu tenho a capacidade de lhes entrar na cabeça e entender que são homens e serão sempre homens e há coisas contra as quais não podemos lutar.
À partida, isto faria de mim a rapariga perfeita!
Mas não faz.
Entendê-los assim leva-me (nos) ao ponto da estranheza.
"Eu acho que és fantástica mas não consigo pensar em tu+eu=nós".
"Miúda, contra mim falo, és demasiado boa para um traste como eu. Juro, precisas de melhor."...
E assim se vão todos desembaraçando do embaraço de terem de me considerar romanticamente.
Outro problema meu é que fico amiga de todos.
É raro o ser do sexo masculino com quem interaja que não me leve a "gostar" do tipinho. Claro que para aqui chegarem já superaram a prova do meu desprezo inicial, mas isso são outros quinhentos.
Ora já se sabe que os amigos não se misturam fisicamente sob pena de destruírem a bela amizade! Yeah, right...
Isto é realmente uma grande chatice, acreditem, minha gente, que é.
E é porque fico sempre a gostar deles, exactamente por ter gostado deles é que gostei deles (ui, confuso!), que não lhes consigo pintar a cara no meu saco de boxe, atar o lenço na testa (alla 80's), pintar a cara (alla Rambo) e desancar o desgraçado, chamando-lhe todos os nomes maus, em todas as línguas que conheço.
"Mas isto não se faz aos amigos!" - dizem vocês.
Pois não faz, pois não faz...
Por os conhecer, entendo-os.
Entendo-os tão bem que até sei por que é que o rapazinho foi embora e, em vez de me ter levado para casa dele e ter feito de mim uma parideira profissional, me deixou sozinha em casa feita carpideira profissional.
Ora isto não se faz!
Está aqui uma rapariga cheia de vontade de ser de um homem só, lavá-lo e passá-lo a ferro, remendar-lhe as meias e as cuecas e criar-lhe a prole e os tipinhos cheios de berliques e berloques, porque somos amigos e tal.
Haja paciência para os aturar.
P.S.: Eu descobri a página de fãs da Revista Gina no Facebook! :D