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18/02/2013

O lado selvagem


Ontem, porque a noite ainda ia pequenina e o programa da televisão não me agradava, escolhi este filme para ver. Meio ao acaso, meio porque gostei do cartaz, meio pelo título. Só agora que olho para a ficha no IMDb é que vejo que o realizador foi o Sean Penn... sim, eu sei, sou um bocado distraída e desligada destas coisas. À parte disso, o filme é lindíssimo, a história muito bem contada, e o fim... bem, o fim é o fim, não vo-lo vou contar.

Tenho pensado muito nas motivações da personagem - conduzir propicia-me o estado reflexivo -, no propósito da viagem que escolheu fazer. O que é que aproveitou, contas feitas? Talvez a recompensa maior tivessem sido as vidas que foi mudando ao longo do caminho.

Para mim, foi pouco. O fim foi demasiado para quem ainda só estava no início.


21/12/2012

Deixem-me contar-vos uma coisa que vocês não sabem

Apesar de toda as emoções espiraladas que ando a sentir, estou há um valente par de horas muito bem disposta, o que é bom, porque desperta em mim o lado fofinho e confidente que poucos veem. 

Ao longo destes anos, aqui no blogue, já vos contei muita coisa, a maior parte ninguém percebeu (era mesma essa a intenção), outra grande parte foi facilmente percebida, e hoje apetece-me falar-vos das minhas crianças.

Durante nove anos, fui uma espécie de catequista (digo-vos isto assim, para que entendam, uma vez que não sou católica) e guardo desses tempos uma saudade imensa. Passaram pelas minhas mãos e colo e abraços uma série de miúdos que hoje me enchem de orgulho quando os vejo grandes, a fazer coisas, a namoriscar uns com os outros até.

O melhor desses tempos não era o que eu lhes ensinava, mas aquilo que eu aprendia quando eram eles a explicar os grandes mistérios da vida. Bastava um bocado de tecido e umas cartolinas, uns colares e muita imaginação para se ser tudo. Claro que os teatros nunca eram como se ensaiava, eram melhores, porque eram eles na sua inocência a ser simples.

Ao ver este vídeo, não pude deixar de me rir, porque nos revi em muitas coisas.
Independentemente da vossa cor religiosa, digam lá se os miúdos não têm estilo a contar e a dar vida ao que sabem? :)))

The Christmas story

www.stpauls.org.nz

30/08/2012

Em estreia mundial!!!

O treinador -Ideias ao Cubo


Deixem que vos fale desta gente. Lá pelos ano de 2008, dois irmãos com tempo livre a mais e horas de sono a menos, inspirados pelos humoristas que eram a alternativa na altura, pegaram na máquina de filmar e filmaram-se em sketches de humor improvisado, para divertir os serões da família.

Ora, um dia em que era preciso criar um número especial em grupo, para contornar a vergonha da exposição pública ao vivo, experimentaram filmar umas cenas e mandar.

Em 2009, arrancava oficialmente o projeto Ideias ao Cubo Produções e, desde então, as curtas têm sido vistas um pouco por toda a Europa, Brasil, África e Américas. Eles são conhecidos como os rapazes das curtas e eu encho-me de orgulho cada vez que os elogiam.

Senhoras e senhores, eles são: o irmão mais velho dos mais novos, o irmão mais novo, o vizinho de cima, as namoradas e o irmão de uma das namoradas, o pai, a mãe, o avô, a avó, o primo, os putos, os pais dos putos e todos os que forem precisos, mais não seja para emplastrarem.

As gravações correm as casas de toda a gente, os lugares são-me bastante familiares. Os adereços são o que está mais à mão e a caracterização é a ver como dá mais jeito.

Quem diria que estes garotos que eu vi nascerem iam dar nisto?

Eu também lá apareço, quase sempre como a mãe malvada... Enfim, acho que me querem dizer qualquer coisa, só ainda não percebi o quê. :o)



23/12/2011

Feliz Natal (eh eh eh)

O segredo do Natal


[ Eu também lá estive, ajudando à realização e fotografando como se não houvesse amanhã. ]

30/11/2011

Quando a ficção é só isso, ficção, experimenta-se a libertação



- Tu non hai mai conosciuto Nicola.
- Vostro cognato?
- Sì, il fratello di mio marito. Ho passato con lui tutta la vita. Stava con me anche quando non c'era. Nella mia testa io dormivo con lui e con lui mi svegliavo la mattina. Tutti questi anni non ho mai cessato di amarlo. E' stata una cosa bella, ma insopportabile. Gli amori impossibili non finiscono mai. Sono quelli che durano per sempre. *
 Nonna, nel film Mine vaganti'(2010)

 Não é segredo para ninguém o que tem alimentado este blogue desde o início, uma história que correu mal (mais certo é dizer que nem correu, talvez se tenha apenas arrastado) e que deixou um sentimento que parecia não ter forma de desaparecer.

Nos últimos meses, apavorou-me a ideia quase certa de que teria de sofrer isto a vida toda. Cada vez que pensava estar perto de me libertar descobria estar apenas mais embrulhada.

Há algum tempo atrás, poderia dizer que esta citação me definia, agora já não. No dia em que vi o filme e vi esta cena, ela não foi mais do que uma cena, um pedaço de ficção que já não tem eco na realidade.

Acho que isso quer dizer que estou livre.




*
- Tu não chegaste a conhecer Nicola.
- O seu cunhado?
- Sim, o irmão do meu marido. Vivi com ele toda a minha vida. Estava comigo mesmo quando não estava. Na minha cabeça dormia com ele e com ele acordava de manhã. Todos estes anos não cessei de o amar. Foi uma coisa bonita, mas insuportável. Os amores impossíveis nunca acabam. São aqueles que duram para sempre. 


08/11/2011

Nunca me deixes - Never let me go

 Há filmes assim, tão delicados e aparentemente simples que não podem deixar de nos deixar a pensar.






 




Depois tem esta banda sonora que se ouve por horas e horas e me arrepia a pele.


Main Titles- Rachel Portman