Podia ser tudo muito passional. Faces afogueadas, roupa em desalinho. Palavras gritadas na fúria frustrada, talvez uns estalos, uns apertões. Podia haver acusações infundadas, talvez umas lágrimas, as explicações que de nada servem, Podia ser assim. Podia levar-se nos bolsos o eco das perguntas repetidas, desesperadamente repetidas, como estranho consolo nas noites pardas, a adoçar os travos amargos. Não costuma ser assim. As faces sempre pálidas, a roupa composta. Não há palavras, nem ditas, nem gritadas, muito menos repetidas. Há o silêncio asfixiante e a distância que cresce até ao esquecimento. Há uma esponja que apaga tudo, menos a desilusão. É assim que costuma ser. Tudo muito frio, tudo muito racional.
| Yo Vo |
Somos todos diferentes e todos iguais.
ResponderEliminarMas pelo menos espero que saibas "nadar", Carla.
Esbracejo! Que é como quem diz, nado à cão. :)
EliminarDevia ser tudo muito passional. Tenho tanta saudades de fazer uma fita.
ResponderEliminarAs únicas que faço é comigo mesma, em frente ao espelho, repetindo «estúpida, estúpida!». Da próxima vez, vou experimentar dar-me um estalo. :D
EliminarIsso nunca! Eu consigo sempre convencer-me que não tive culpa nenhuma.
EliminarPois eu acabo sempre a convencer-me do contrário.
EliminarSer tudo mais passional é sempre mais esgotante :)
ResponderEliminar(não gosto da indiferença que vai ficando)
Não o ser também o é. :)
Eliminar(eu também não)
Eu não gosto nada é da desilusão...
EliminarÉ o custa mais a engolir.
EliminarNem com os meus doces lá vai. :)
Mágoa. Fica tanta mágoa junta que sufoca o resto.
ResponderEliminarÉ o problema das coisas mal resolvidas.
EliminarE das desistidas.
E das silenciadas.
Há um medo muito grande das palavras, de, pelo menos, deixar assente que o assunto acabou e cada um ir à sua vida.
Sou demasiado passional.
ResponderEliminarBeijos, Carla :)
Também eu!
EliminarE quando não tenho oportunidade de o ser, lá está, sobra-me o espelho para a simulação de todas as «gritarias» que emudeceram.
Muitos para ti, Maria! :)