| Paulo H |
Não se escreve a morte numa agenda e é por isso que há datas que ficam em branco. Não se escreve a ambivalência dos sentimentos, a mistura estranha da tristeza, do amargo e do alívio. Não se escreve a luta e a força de um sorriso inquebrável. Não se escreve que existe amor nos cemitérios. Não se escreve que morremos um bocado em cada funeral para podermos viver a vida com mais intensidade. Não se escreve quem constrói fossos sem pontes levadiças à volta do coração. Não se escreve a ordem das coisas e a falta que o amor faz. Não se escreve o esquecimento e o olhar dos que nunca viveram. Talvez não se escreva nada disto mas sei os abraços que apertam e os sorrisos que voltam depois do adeus.
Pedido à talentosa Imprópria para Consumo, dona de um blogue tão bem escrito que me deixa sem palavras.
Agora foste tu que me deixaste sem saber o que dizer Carla...
ResponderEliminarMuito obrigada. A imagem escolhida é mais do que perfeita :)
As coisas devem sempre ser ditas - eu só o faço de uma forma menos ortodoxa. :)
Eliminarpega lá um abraço.
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