O trabalho acumula-se por todo o lado. Cresce como pequenas ervas entre as pedras e espalha-se como as sementes maduras levadas pelo vento. Abro e fecho livros, cadernos, pastas sem corpo, sem saber o que quero encontrar. Minto. O que quero encontrar é a única coisa que não está. Fecho os olhos, imagino como seria, canso-me ainda mais. O vento sopra mais sementes prenhas de tudo menos do que eu queria. O dia brilha com energia renovada, castiga os olhos fatigados em olhar o que poderia estar e não está. Doem-me as mãos. Deixa-me adormecer no teu regaço.
| From ‘Pure as snow’ series Mira Nedyalkova |
Sabes que saio sempre daqui a sorrir? :)
ResponderEliminarUm beijo e um excelente 2016 Carla
Sério? Que estranho... eu acho que quem me lê sai sempre daqui um bocadinho deprimido. :)
EliminarO mesmo para ti, querida Imprópria!
Há sempre uma certa nostalgia mas eu sou estranha... Os teus textos e as imagens que escolhes são sempre tão bonitos, é impossível ficar triste...
ResponderEliminar:)
:)
EliminarQue bom!
O brilho lá de fora pode ajudar a aquecer a alma... Acontece bastante.
ResponderEliminarA mim brilha-me no ecrã e fere-me a vista. :)
Eliminarando para perguntar que insecto está no fundo...
ResponderEliminarOu muito me engano ou é uma libelinha.
EliminarNa volta ainda é o raio x de uma mosca anoréctica.