e a tua memória, outrora gravada a ferro em pedra, esvai-se esvai-se
enquanto a chuva cai sobre a saudade de um tempo de suave recordação
se todas as gotas que já caíram se pudessem esquecer talvez te reinventasse,
talvez a tua imagem não fosse assim difusa e diluída como estas lágrimas,
e estas esferas de sal caíssem e rolassem e seguissem o rio mesmo até à foz
mas não. embaciado como o respirar condensado nos vidros enregelados,
vejo-te desaparecer na sombra dos candeeiros que iluminaram este momento,
porque desponta o dia lá fora mas volta a cair de novo a noite cá dentro
josé luís, em novas cartas de marear
não há quem tenha mão nisto… ;)
ResponderEliminarNão é só roubar, às vezes lá calha ser roubado. (;
Eliminaroié :)
EliminarE que bem roubado foi. ;)
ResponderEliminarEsta fábula é lindíssima!
É mesmo. (:
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