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À boleia de um post do João Miguel Tavares, estou há uma boa meia-hora a ver fotos de noivado. Todas terríveis, assim é suposto. No meio de todo o kitsch e saloiice, há um tema que me tem feito pensar.
Pode parecer muito cómica, até tragicómica, a mensagem da imagem (bela cacofonia) que vos deixo. Para mim, não é e pode dizer muito da forma como se encaram relações e principalmente casamentos.
«Ele roubou-me o coração e eu roubei-lhe o apelido»? A sério que é esta ideia deslavada que querem passar?, que tudo se resume a uma mudança do estado civil e um acrescento aos apelidos? Será que as alminhas femininas não alcançam o cinismo da afirmação? É que o sexo forte e tradicionalmente bruto até assume uma dose de romantismo apreciável - podiam tê-las deixado roubar a pureza, as pratas da mãe, os brincos da avó, mas não, deixaram-nas roubar-lhes o coração. Já elas estão mais interessadas em roubar-lhes o estatuto social.
Talvez seja assim que as relações se processem e até explique muito coisa, como o meu inalterável estado civil.

o meu estado civil inalterável explica muita coisa, o mesmo que tu, mas ao contrário.
ResponderEliminarhouve uma que me roubou a carteira, mas não me roubou o apelido; o dela continuou a ser Santos, apelido bastante comum (risos), nem o estatuto social me roubou, tocou-me o coração ao dar-me descendência, algumas pretendem bons genes para os filhos, e só isso; um pai para os filhos.
desculpa! este comentário is just a joke.
bonjour
e não é só isso! pq é que o apelido do homem terá que ser o que vai perdurar no tempo e passar de geração em geração? (falando em geral)
ResponderEliminarmais um caso em que não é atribuída importância à mulher. e elas pelos vistos até gostam!
beijinhos!