Vampiros - Nicolas Jaar e Gisela João - Lux (Lisboa)
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas
São os mordomos
Do universo todo
Senhores à força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada
Zeca Afonso
...
ResponderEliminar?
Eliminareles comem tudo o que é da terra
ResponderEliminaro resto não me podem roubar
E estive eu ca tempos da minha vida a tentar descortinar quem era «o gajo das couves»...
EliminarBem, em teoria, sim. Mas há alturas em que quase nos vencem pelo cansaço. Quase. (:
a maior parte deles nem sabe que o resto existe
Eliminartens quir á horta pra descortinar o gajo das couves, isto se ele estiver cortinado (que riqueza de trocadilho :D)
Sabe que é um número que pode ser excedentário.
EliminarEstou cilindrada com o gabarito do trocadilho. :D Se ele estiver cortinado, espero que seja de brocado.
Ah... quase arranjei aqui uma brejeirice alla Quim Barreiros. :p
nunca seremos excedentários de nós próprios
ResponderEliminarsó é preciso conceder à terra o suficiente para não precisar da terra
é no que dá uma pessoa meter-se nos cortinados