Acabei de descobrir que há mais anti-benfiquistas do que adeptos de outros clubes. Enfim, a pequenez mental não dá para mais.
Em nome de um clube que não quer saber se vivemos ou morremos (a menos que lhes dêmos lucro), ofendem-se os amigos, familiares, os conhecidos.
Felizmente, na minha casa, só me ensinaram a ser do Benfica (e da Naval e da Académica e da CPA e do Montemorense), nunca me ensinaram a desprezar os meus adversários.
Isto, meus caros, não é para quem quer, é para quem pode.
Já aqui tinha publicado uma música deles que faz parte da minha playlist diária.
Deixo-vos o artigo da revista Aula Magna, para vos abrir o apetite para este som fantástico e mais uma música, só porque é bom, eu gosto e quero partilhar. :)
Género: Alternativo, Rock, Soul, Jazz, Folk, Metal, Blues – the 60's, the 70's and early 90's plus world music
Os Mob of God começam como um grupo descomprometido de amigos que se juntavam ocasionalmente para tocar e para explorar um gosto em comum – a música. Desde 2003 e ao longo de 4/5 anos, fizeram consecutivas experiências e compuseram algumas canções, entre curtas paragens. O projecto, até à data composto por quatro elementos – Nuno Tavares (guitarra eléctrica e voz), Pedro Torradas (baixo), Ricardo Penedo (teclas) e Bruno Gaspar (bateria), tornou-se mais sério com a entrada da vocalista Maria João Oliveira em 2008. Desde então que têm trabalhado no sentido de desenvolver aquilo a que muitos chamam de “um estilo próprio”.
As nossas influências são dispersas, vão desde o Metal ao Fado, e cada elemento contribui de forma diferente no processo criativo. Por isso, acaba por ser a combinação dos dois o resultado da música que fazemos. Por essa razão, e sem qualquer pretensiosismo, parece-nos impossível julgar a nossa sonoridade com base numa música apenas ou enquadrá-la num estilo só. Vemos cada música como o reflexo de um momento e, pela sua subjectividade, sentimo-nos livres de explorar o que fizer sentido para nós no respectivo momento.
Assim, a nossa música não se prende a géneros, nem a barreiras ou a rótulos… mas sim a mensagens, reflexões, sentimentos pontuais. Alguns felizes, outros nem tanto. É isso que o nome Mob of God significa. Mais do que uma tradução literal e preguiçosa para “Gente de Deus”.
O nosso primeiro EP – Zero Uno – está agora disponível para todo o mundo no site do CDBaby. Para saber como comprar, em Portugal, envia-nos uma mensagem pessoal para mogzone@gmail.com.
Our first EP – Zero Uno – is already available worldwide at CD Baby, physical or digital format.
observo as senhoras nos seus penteados armados,
enfeitadas de pérolas e jóias très chic,
esticadas nas peles e nas alturas
- artistas de circo equilibradas em duas agulhas.
pintam os beijos de encarnado,
apertadas na elegância dos vestidos dois números abaixo, unhas afiadas à moda
- pergunto-me se têm licença de uso e porte de tais armas -,
meneiam-se e inclinam a cabeça segundo a etiqueta,
sabem tudo sobre assuntos postiços
e riem na escala de si, provocando ondas de dó maior.
Estou a passar por um processo avaliador do que sou, da minha vida, dos meus afetos. Impunha-se, depois do que aconteceu recentemente. Nunca antes tinha tido a certeza tão firme que a vida é muito curta para ser gasta em ninharias e que as palavras devem ser ditas, ou escritas, quando têm de ser, guardá-las não nos acrescenta nada, a não ser a mágoa de nunca as termos dito, ou de não termos dito as suficientes. Insistimos em esperar por um tempo mais oportuno, por uma ocasião mais acertada, e um dia acordamos e percebemos que não há tempo para mais nada, que a oportunidade já passou, e ficamos com aquilo tudo a pesar-nos as mãos e o peito e a mente e os braços. Por isso, decidi que devo, realmente é impositivo, dizer às pessoas que estimo que as estimo, que lhes quero bem, antes que seja tarde.
And so they say, Lord, for everything a reason My house is haunted by wrong desire And on my skin left the scent of indignation And so they say, baby, for everything a reason